estudos bíblicos
As consequências do pecado de Davi
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 11 do trimestre sobre “O Governo Divino em Mãos Humanas – Liderança do Povo de Deus em 1º e 2º Samuel”.

II. A repreensão do profeta Natã ao rei Davi
1. Uma consciência morta
Dizia o teólogo holandês Jacó Armínio: bona conscientia paradisus, expressão em latim que quer dizer “uma boa consciência é um paraíso”. De fato, como é bom podermos estar não apenas tranquilos em nossa consciência, mas convictos em nossa consciência de que estamos seguindo a direção de Deus e contando com sua aprovação! Quem dera pudéssemos todos dizer como Paulo: “Meus irmãos, tenho cumprido meu dever para com Deus com toda a boa consciência, até o dia de hoje” (At 23.1, NVI).
Entretanto, o pecado pode operar em nós de tal modo a fazer adormecer e cegar nossa consciência, levando-nos à acomodação e privando-nos daquela sensibilidade espiritual pela qual discernirmos o que é bom e o que é mau. O pecado embaça e até cega nossa visão espiritual; adormece e até endurece nossa consciência, impedindo-nos de perceber a gravidade de nossas ações (Hb 3.13). É o que vemos acontecer em Davi.
Muito tempo se havia passado, após seu adultério, e Davi tornara-se tão insensível aos seus pecados que sequer se deu conta de que o vilão na história narrada pelo profeta Natã dizia respeito ao próprio Davi. Poderíamos até dizer que Davi agiu como um hipócrita, entretanto, tão cegado estava o rei que hipocrisia não é o termo adequado para descrever seu comportamento, já que ele não tinha em seu interior a consciência de pecado; o rei pensava mesmo que suas ações foram normais, e agora condena-se a si mesmo quando diz: “digno de morte é o homem que fez isso” (2Sm 12.5b).
Para fazer Davi recobrar a consciência e perceber a gravidade de sua ofensa contra Deus, foi necessário o corajoso profeta Natã confrontar Davi na face: “Tu és este homem” (v. 7). Com muita facilidade, a exemplo de Davi, reprovamos nos outros os pecados que há em nós; condenamos “o servo alheio” (Rm 14.4) pelos mesmos erros que praticamos e aos quais nos acomodamos.
Temos sempre pedras nas mãos para tacar contra um irmão que foi flagrado com “cisco no olho”, mas deixamos de nos olhar no espelho da Palavra e perceber que em nosso olho há uma “trave”, uma transgressão muito maior! Nessas horas precisamos ser confrontados como Davi, e julgarmos a nós mesmos para não sermos julgados por outros. Todavia, Deus é tão bom que nos permite muitas vezes sermos confrontados e julgados, para não sermos condenados com o mundo (1Co 11.31,32).
2. Mostrando a gravidade do seu pecado
O profeta Natã descreve a Davi, através de uma parábola, o mal que o rei tinha praticado contra o homem que tinha uma única ovelhinha – este homem era o soldado Urias, que tinha uma única esposa a quem muito amava, enquanto Davi tinha várias mulheres, além de concubinas.
Davi foi cobiçoso (desejou o que não podia ter), ganancioso (queria mais do que precisava), adúltero e cruel homicida! Ele mesmo, ainda que não soubesse o real propósito da parábola contada pelo porta-voz do Senhor, havia admitido a gravidade da transgressão do “homem rico” que se apropriara indevidamente da cordeirinha do homem pobre para satisfazer o amigo visitante: “digno de morte… pela cordeira tornará a dar quadruplicado… não se compadeceu” (2Sm 12.5,6).
Toda conduta que não se adequa à vontade de Deus é pecado, porém, é inegável que existem pecados de maior gravidade que outros, especialmente se cometidos por pessoas que receberam de Deus maior revelação e maiores responsabilidades, como é o caso de Davi. Ele, que tantas vezes exaltou a Lei do Senhor em suas canções (ou salmos), sabia qual era a vontade de seu Senhor, mas não a fez, contrariando-a na verdade (Lc 12.47,48).
3. Traindo a generosidade divina
Conforme as palavras de Natã, Deus havia feito grandes coisas por Davi, que ele, em seu pecado, parecia ignorar ou perverter:
a) Deus ungira Davi rei de Israel. Davi não usurpou nem pelejou para tomar o trono, Deus mesmo o escolhera para isso quando ainda era um adolescente.
b) Deus livrara Davi das mãos sanguinárias de Saul. Não foi por habilidades próprias de Davi, mas por proteção divina que ele conseguira escapar das ameaças de morte do rei Saul.
c) Deus deu as regalias de Saul a Davi. Tanto o palácio como as mulheres de Saul foram dadas a Davi.
d) Deus deu o reino unificado de Israel e Judá a Davi. Não somente a tribo de Judá, como fora nos sete primeiros anos, mas todo o reino de Israel foi dado a Davi.
e) Deus poderia ter feito muito mais a Davi. Noutras palavras, o que quer que Davi precisasse, como necessidade real, o Senhor lhe teria concedido, já que sua sabedoria é infinita, seu amor é imensurável e seu poder é grandiosíssimo!
Deus fora muito generoso com Davi, aquele que outrora fora ignorado como o “menor” na casa de seu pai Jessé, um mero cuidador de ovelhas. Deus o exaltou sobremaneiramente, mas por não levar em conta tudo isso, Davi foi acusado de desprezar a Palavra do Senhor e fazer mal aos seus olhos (2Sm 12.9). Como disse Jesus, “a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá” (Lc 12.48).
O que o Senhor nos confiou? Em que lugares Ele nos colocou? Que dons nos entregou e que milagres em nós operou? Como estamos retribuindo ao Senhor por todos os benefícios que nos tem feito? Demonstremos a Deus gratidão diária por todos os seus grandes feitos em nossas vidas, e, na medida do possível, retribuamos ao Senhor com nosso amor, reverência e obediência à sua Palavra. É caro o preço da ingratidão!

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