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Comandante da Guarda Revolucionária do Irã eliminado por Israel
O conflito entre Irã, Israel e Estados Unidos ganhou novos desdobramentos após a morte do major-general Majid Khademi, chefe de inteligência da Guarda Revolucionária iraniana. O ataque ocorreu durante bombardeios em Teerã, em meio a tentativas internacionais de negociação de um cessar-fogo temporário de 45 dias.
Relatos indicam que áreas residenciais próximas à capital iraniana foram atingidas nas primeiras horas desta segunda-feira, 6. Khademi havia assumido o cargo após a morte de Mohammad Kazemi, também morto recentemente em ações atribuídas a Israel.
O governo israelense confirmou a autoria do ataque. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que a operação teve como alvo lideranças da Guarda Revolucionária, acusadas de envolvimento em ações terroristas. Ele declarou ainda que Israel pretende continuar atingindo estruturas estratégicas iranianas, incluindo setores industriais.
As Forças de Defesa de Israel informaram que Khademi era um dos principais comandantes do regime iraniano e teria participação em operações internacionais. Já o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que outro líder ligado à Força Quds, Athar Bakri, também foi morto.
Paralelamente à escalada militar, mediadores do Egito, Paquistão e Turquia apresentaram uma proposta de cessar-fogo com duração de 45 dias. O plano inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e busca criar condições para negociações mais amplas. A proposta foi enviada ao chanceler iraniano Abbas Araghchi e ao enviado dos EUA Steve Witkoff, mas ainda não houve resposta oficial.
O Irã reagiu aos ataques com novas ofensivas. Segundo autoridades, o país lançou mísseis e drones contra Israel e também atingiu alvos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos. O governo iraniano também ameaçou intensificar as ações caso haja envolvimento direto dos Estados Unidos, liderados por Donald Trump.
Após mais de 30 dias de confronto, o conflito já registra milhares de mortos e impactos econômicos globais. Um dos pontos críticos é o Estreito de Ormuz, que permanece praticamente bloqueado. A Guarda Revolucionária anunciou que está avançando em planos para reforçar o controle da região, considerada essencial para o transporte internacional de petróleo.
A escalada militar e a ausência de acordo imediato aumentam a preocupação internacional com a ampliação do conflito no Oriente Médio e seus efeitos globais.
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