sociedade
Crianças com síndrome de Down são alvo de aborto no Reino Unido
Ativista com síndrome de down decidiu processar o Estado.
O NHS (National Health Service), Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido está sendo processado por uma ativista contra aborto, Heidi Corwter, pois chegam a pressionar mulheres grávidas para abortar bebês diagnosticados com síndrome de Down em qualquer período de gestação.
O The Christian Institute relatou que Heidi Crowter, uma mulher com síndrome de Down, levará o caso ao Tribunal Superior do Reino Unido, junto com Màire Lea-Wilson, sua colega na luta por esse fim, e afirma que o país discrimina pessoas como ela e permite que sejam mortas.
Crowter relatou ao The Telegraph que a lei a faz sentir como alguém que deveria estar morta, e isso é injusto. Ela afirmou ainda que de acordo com a política é simplesmente normal um bebê ser interrompido até o nascimento por ter síndrome de Down.
Uma idealizadora do projeto “Positive About Down Syndrome” e também colaboradora do The Ups of Downs, Nicola Enoch, afirmou ao The Christian Post que o NHS pressiona as mulheres a abortar crianças com síndrome de Down, como o seu filho Tom.
Enoch afirma que o NHS faz testes pré-natais para detectar se o bebê é portador da síndrome, e caso positivo ele enquadra o bebê como uma tragédia para a mãe. Ela disse que o tom de voz empregado para dar a notícia é como se estivesse falando “sinto muito, este bebê deve ser evitado”.
Em uma pesquisa realizada pelo Positive About Down Syndrome mostrou que 69% das mulheres que receberam a notícia pelo NHS que seu bebe tinha síndrome de Down, foram de imediato oferecidas a ter um aborto, caso dissessem não os funcionários perguntavam novamente e novamente. Uma mulher foi questionada quinze vezes, segundo a BBC.
Nicola conta que a enfermeira disse a ela que o resultado do seu bebê era de grande chance para síndrome de Down e que a sua única opção era não prosseguir com a gestação, e ainda lhe deu 20 minutos para decidir se queria fazer o aborto ou não, a pressionando.
Mesmo depois de tudo que passou as pessoas ainda perguntam para ela se ela não fez o teste para ter evitado um filho com síndrome de Down. Nicola comenta que as pessoas se apoiam no fato de que é mais barato abortar do que deixar a criança viver, pois sempre vai necessitar de mais apoio que as outras crianças.
Enoch apoia a campanha de Crowter para processar o governo britânico e salvar mais vidas como a do seu filho. Eles procuram arrecadar $ 47.354.
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