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Eleições em Israel: Netanyahu terá que negociar para obter maioria no Knesset

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Eleições em Israel: Netanyahu terá que negociar para obter maioria no Knesset
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O resultado final das eleições em Israel confirmou que Netanyahu perdeu a maioria no Knesset, o Parlamento do país. Divulgados na madrugada desta sexta-feira (30), os números atribuem 53 das 120 cadeiras ao bloco do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o que abre semanas de negociação entre partidos muito distintos para formar o novo governo.

O principal bloco de oposição somou 48 cadeiras. Já os partidos liderados por árabes conquistaram as 19 restantes, um desempenho histórico. Para governar, é necessário reunir ao menos 61 assentos.

Netanyahu perde maioria, mas segue no cargo

Premiê mais longevo da história do país, Netanyahu continua no posto enquanto as conversas avançam. Na sua primeira manifestação pública nesta sexta-feira, publicou nas redes sociais que é proibido formar coligação com partidos árabes.

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Do lado da oposição, o centrista Yair Lapid resumiu o momento: “Agora vem a parte realmente difícil”, escreveu no X.

Próximos passos

Os resultados ainda precisam de ser certificados e entregues ao presidente Isaac Herzog na próxima quarta-feira (4). Em seguida, Herzog encarregará um líder político de tentar montar o governo. A tarefa pode ficar com Netanyahu, cujo partido, o Likud, teve mais votos, ou com quem os chefes das legendas considerarem mais capaz de construir maioria.

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Se as tentativas fracassarem, o país poderá ter uma nova eleição no início do próximo ano, cenário que Herzog disse querer evitar.

Entretanto, o novo Knesset deve tomar posse em 10 de novembro. A partir daí, o bloco do oposicionista Gadi Eisenkot poderá unir-se às bancadas lideradas por árabes para eleger o presidente do Parlamento e ganhar influência sobre a agenda legislativa antes da formação do governo.

Voto árabe no centro do debate

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A minoria árabe, cerca de 20% da população, compareceu às urnas em números elevados. Por isso, a participação de partidos liderados por árabes numa coligação voltou ao centro da política israelita: para alguns, trata-se de um passo necessário; para outros, de um risco político difícil de aceitar.

A comissão eleitoral de Israel publica os dados oficiais da votação no seu site oficial, segundo a Comunhão.

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