igreja perseguida
Cristãos colombianos oram e jejuam no segundo turno das eleições
Cristãos colombianos enfrentaram o segundo turno com jejum e oração.
A Colômbia elegeu no dia 19 de junho seu primeiro presidente de esquerda, Gustavo Petro, com 50,4%, um antigo combatente da guerrilha M-19, em uma eleição histórica e acirrada entre os dois candidatos.
Durante o segundo turno das eleições, cristãos oraram e jejuaram em favor do país, com temores por causa da perseguição, já que a Colômbia ocupa o 30º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2022 da organização Portas Abertas.
“Eu tenho medo de votar. As ameaças são terríveis e isso nos assustou”, disse um cristão para fontes da organização no país.
No dia da votação, muitos cristãos não votaram por medo e aguardaram apreensivos o resultado em casa, em uma disputa com acusações de fraude eleitoral.
Jejum e oração foi o caminho que os cristãos escolheram para enfrentar a situação.
Muitos pastores decidiram suspender os cultos, por causa das intensas ameaças contra as igrejas no dia das eleições.
“Não sabíamos o que ia acontecer, se teria violência ou comemoração”, relatou Laura, cujo nome verdadeiro foi preservado.
A parceira da Portas Abertas no estado colombiano de Santander orientou sua igreja local a se reunir em casa com as famílias para evitar ataques.
Enquanto Laura e sua família faziam o devocional, foram interrompidos pelo alvoraço da multidão comemorando o resultado das eleições.
“Não conseguimos sair para a rua porque tinha muita desordem. Pessoas bebendo, pessoas de moto, de carro, correndo”, disse.
Cristãos indígenas
O Abrigo Lar Cristão, mantido pela Portas Abertas, também relatou as dificuldades de cristãos
indígenas. Pouco antes das eleições, a equipe visitou as congregações nos estados
colombianos de Cauca e Huila, no Sudoeste da Colômbia.
Lá, testemunharam algo que não acontecia há cinco anos na região: líderes tradicionais castigando fisicamente membros da comunidade cristã.
Os líderes das comunidades indígenas não aceitam as conversões ao cristianismo, pois acreditam que isso significa o abandono das tradições culturais. Cristãos indígenas temem que o novo governo apoiado pelos líderes tradicionais das comunidades torne ainda mais difícil a situação deles e coloque em risco direitos básicos, como liberdade de crença e até a própria vida.
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