Siga-nos!

capa

Decisão inédita do STF prolonga votação em todo o país e Flávio não reconhece resultado

Avatar

em

Decisão inédita do STF prolonga votação em todo o país e Flávio não reconhece resultado
flávio
ADVERTISEMENT

A prorrogação de duas horas no horário de votação das eleições presidenciais brasileiras, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), tem suscitado inúmeras críticas por parte dos aliados de Flávio Bolsonaro (PL). Estes acusam a corte de se intrometer no processo eleitoral e de beneficiar Lula da Silva. Até ao momento, o PT não reagiu à decisão.

O pastor Silas Malafaia, uma das vozes mais próximas de Flávio Bolsonaro, dirigiu acusações explícitas ao PT, sustentando que o partido tenta obter vantagem através da sua ligação a juízes do STF. Conforme noticiado pela Folha de São Paulo, Malafaia declarou que a formação de Lula procura “ganhar no tapetão [ganhar na secretaria] com a sua gente no STF”, tendo ainda acrescentado que “os caras querem ganhar de todo jeito, influenciar o povo brasileiro”.

Estas acusações têm por base o facto de Cristiano Zanin — o juiz do Supremo que proferiu a decisão de alargar o período de votação em todo o país — manter uma relação próxima com Lula da Silva, de quem foi advogado no passado.

A decisão do juiz do Supremo que provocou confusão: horários de voto prolongados, urnas já encerradas e funcionários sem orientações.

ADVERTISEMENT

Marcel van Hattem, senador do Partido Novo e aliado de Flávio Bolsonaro, revelou que tenciona apresentar um pedido de impeachment contra Zanin. Na rede social X, o senador escreveu que avançará com o pedido “por atuação negligente”, argumentando que o juiz “decidiu sem ter competência para tal e depois das 17h00 [20h00 em Lisboa], quando o processo eleitoral já estava legalmente encerrado”.

O senador invocou ainda a existência de um “claro indício” de suspeição, justificado pelo facto de Zanin ter sido “advogado pessoal de Lula”, e realçou que “quem pediu o adiamento foi a coligação do próprio Lula”.

Rogério Marinho, senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, juntou-se às críticas, referindo o que descreveu como um “impressionante nível de intervenção” de alguns juízes do Supremo. Através de uma publicação no X, manifestou o desejo de que “qualquer golpe judiciário ou manobra administrativa não avance, pelo bem da democracia”.

ADVERTISEMENT

Por seu turno, Nikolas Ferreira, deputado e um dos mais destacados aliados de Flávio Bolsonaro, acusou o Supremo de tentar beneficiar Lula através do prolongamento do horário de votação. Recorrendo a uma metáfora futebolística, sustentou que é “a equipa que está a perder” que ambiciona um prolongamento do jogo. “Estamos a ganhar. Todas as sondagens deram a vitória a Flávio Bolsonaro. A equipa que está a ganhar não quer um prolongamento”, afirmou nas redes sociais.

Embora tenha admitido que a ideia de um “golpe pode fazer parte de uma narrativa”, Nikolas revelou confiança no resultado das eleições. “Nós vamos ganhar. Sabemos que estamos na frente”, declarou.

Lucas Pavanato, deputado eleito e próximo de Flávio Bolsonaro, deu a entender que o Partido Liberal não aceitará uma derrota. “Entendam: Nessa eleição não aceitamos ‘perder’”, publicou no X, tendo já antes escrito: “Vamos fazer o que tiver que ser feito para garantir que não roubem a eleição!”.

ADVERTISEMENT

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, também exigiu esclarecimentos sobre a decisão. Numa publicação na rede social X, o aliado de Bolsonaro escreveu que “o Brasil merece respeito, transparência e segurança jurídica”, defendendo que a medida carece de explicações quanto aos seus fundamentos e à forma como foi levada a cabo.

“A democracia fortalece-se com regras claras, respeito pelas instituições e transparência em cada etapa do processo eleitoral. O povo brasileiro merece respostas”, rematou o governador.

Trata-se de uma decisão sem precedentes desde 1994, ano em que o Brasil adotou as urnas eletrónicas. Pela primeira vez desde então, o horário de votação foi ampliado em todo o território nacional, ainda que a medida tenha sido desencadeada por pedidos circunscritos a determinadas localidades e estados.

ADVERTISEMENT

O encerramento das urnas estava marcado para as 17h00 locais (20h00 em Lisboa). Durante o início da tarde, o PT tinha solicitado um prolongamento de duas horas em Salvador, São Paulo e nove estados, alegando dificuldades nos transportes. O Supremo deu razão aos pedidos apresentados pelos partidos de ambos os candidatos presidenciais, mas o alargamento do horário — anunciado após o encerramento de milhares de urnas e da divulgação dos primeiros resultados — acabou por gerar confusão ao longo do processo eleitoral.

Trending