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Trump defende liberdade religiosa: ‘Quando a fé enfraquece, o país perde’
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O presidente Donald Trump reafirmou o compromisso de seu governo com a liberdade religiosa durante a segunda reunião da Comissão de Liberdade Religiosa da Casa Branca, realizada na segunda-feira, no Museu da Bíblia, em Washington. Diante de cerca de 500 pessoas, ele ressaltou a importância da fé cristã na história dos Estados Unidos e anunciou medidas para fortalecer a expressão religiosa no país.
“Quando a fé enfraquece, nosso país parece enfraquecer. Quando a fé se fortalece, como agora… coisas boas acontecem para o nosso país”, afirmou Trump. Segundo ele, sua administração tem atuado para “defender os direitos e restaurar a identidade da nação sob Deus”.
Comissão de Liberdade Religiosa
Criada por decreto em maio de 2025, a comissão é presidida pelo vice-governador do Texas, Dan Patrick, e reúne lideranças religiosas e políticas, como os evangelistas Franklin Graham e Paula White, o ex-secretário do HUD Dr. Ben Carson, o autor Eric Metaxas e os cardeais católicos Timothy Dolan e Robert Barron.
Trump destacou que a criação do grupo responde a ataques recentes contra a fé cristã. Ele criticou declarações do senador democrata Tim Kaine, da Virgínia, que descreveu como “preocupante” a ideia de que os direitos humanos vêm de Deus e não do governo. O comentário foi rebatido pelo senador Ted Cruz e também pelo bispo Robert Barron, que lembrou que tal princípio está na base da fundação dos Estados Unidos.
Diretrizes para oração nas escolas
Durante o discurso, Trump anunciou que o Departamento de Educação dos EUA emitirá novas diretrizes para proteger a oração nas escolas públicas. Ele relatou casos de estudantes punidos por expressar sua fé, como Hannah Allen, do Texas, e apresentou ao público Shea Encinas, de 12 anos, que afirmou ter sido obrigado a ler um livro sobre ideologia de gênero.
“Tenho o prazer de anunciar esta manhã que o Departamento de Educação em breve emitirá novas diretrizes protegendo o direito à oração em nossas escolas públicas”, disse Trump.
Críticas ao governo Biden
Trump acusou o governo de seu antecessor, Joe Biden, de perseguir fiéis religiosos e de usar a lei como arma contra ativistas pró-vida. Ele afirmou ter revertido essas práticas e concedido perdão a militantes que haviam sido presos. A fala gerou aplausos de pé entre os presentes. Ao lado dele estava a ex-procuradora-geral da Flórida, Pam Bondi, que declarou que Trump “impediu o FBI de espionar os católicos”.
A cerimônia incluiu uma oração conduzida pelo secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Scott Turner, que rededicou o país a Deus em preparação para o 250º aniversário da Declaração de Independência, a ser celebrado em 4 de julho de 2026. Turner convocou os americanos a se manterem em oração pelo país, em alinhamento com a iniciativa America Prays, apresentada pela Casa Branca.
“No ano que vem, celebraremos 250 anos desde a assinatura da Declaração. Convidamos as grandes comunidades religiosas dos Estados Unidos a orar por nossa nação, por nosso povo e pela paz no mundo”, declarou Trump.
A defesa da liberdade religiosa tem sido uma bandeira histórica da política norte-americana. Desde os Pais Fundadores, a crença de que os direitos vêm de Deus e não do Estado está presente em documentos como a Declaração de Independência de 1776.
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