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opinião

Evangelho emergente

Esse é o verdadeiro poder do Evangelho!

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Bíblia aberta (Foto: Davi Brandt/AD Lajeado)

Os evangélicos estão entre os grupos sociais mais emergentes, não só em crescimento numérico, como em desenvolvimento econômico. As empresas disputam o segmento evangélico. As emissoras de TV (as mesmas que batem nos evangélicos), em muitos casos estão se socorrendo nos evangélicos para equilibrar sua audiência. Irônico, não?

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Milhões de brasileiros, pobres e ricos, desde os mais simples operários até grandes mestres, médicos, advogados, pilotos, empresários, desembargadores, procuradores, ministros professam o cristianismo evangélico. Hoje é difícil não se deparar com um crente nos órgãos públicos, nas empresas, nos hospitais, na polícia, no judiciário, nos aeroportos, nas escolas, nas faculdades… Eles estão em todos os lugares e fazem a diferença (pelo menos os verdadeiros). O Evangelho é para todos.

No entanto, ainda somos vítimas de uma visão preconceituosa que tende a dizer que ser crente (evangélico) é coisa de gente incauta, miserável e atrasada – ledo engano! A generalização excessiva, na maioria dos casos, torna literal o preconceito.

Em 2000, ao responder o censo demográfico, cerca de 26,2 milhões se disseram evangélicos. Em 2010, eles passaram a ser 42,3 milhões, ou seja, o número de evangélicos no Brasil aumentou 61,45% em 10 anos. Não apresento esses números com outro objetivo, senão para demonstrar que mais de 40 milhões escolheram esse caminho.

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Mas muitos são pobres! Com certeza, afinal não aceitamos o Evangelho de Jesus Cristo para nos tornarmos ricos (esse evangelho da prosperidade é uma mazela que mancha a igreja de hoje). Eu sou pobre, porventura existe algum problema em ser pobre? Porém quem é evangélico e pobre, não o é por ser evangélico, mas sim por ser um cidadão, um ser social. A desigualdade social existe desde que o mundo é mundo e as igrejas não são a causa de tais desigualdades, pelo contrário, combatem a desigualdade e em muitos casos acabam desempenhando o papel do Estado, que é omisso em atender os mais carentes.

Mas também há o outro lado, muitos ao aceitar o Evangelho melhoraram de vida e um dos motivos é fácil de identificar: Não gastam mais em cigarro, cerveja, drogas, prostituição, jogos, etc, isso é matemática, vai sobrar mais! Mas além disso, pra quem tem fé, vejamos o que diz Salmo primeiro: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará”. (Salmos 1:1-3)

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Não escrevo esse texto esperando que a visão míope contra os evangélicos diminua, afinal o próprio Jesus afirmou: “Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós, odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia”. (João 15:18-19)

Diante de Deus somos todos iguais. Seja pobre ou rico, branco ou negro, analfabeto ou culto, não somos nada mais que pecadores. No entanto, ao aceitarmos o Evangelho de Jesus nosso status muda de simplesmente pecador para pecador redimido e uma vez redimidos, salvos pela graça!

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Esse é o verdadeiro poder do Evangelho!

Pastor presidente da Igreja Assembleia de Deus de Lajeado/RS; Advogado (OAB/RS 94.097); Especialista em Estado Constitucional e Liberdade Religiosa pelas Universidades Presbiteriana Mackenzie (SP), Coimbra (Portugal) e Oxford (Reino Unido); Membro Conselheiro do IBDR (Instituto Brasileiro de Direito e Religião); Assessor jurídico da CIEPADERGS (Convenção de Igrejas e Pastores da Assembleia de Deus no RS).

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