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Fiel queima livro de ancião que deixou a CCB; Assista

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Um vídeo publicado em redes sociais no início desta semana gerou controvérsia entre fiéis da Congregação Cristã no Brasil (CCB) e internautas. A gravação mostra o membro da denominação Samuel José de Melo queimando páginas do livro Meu Porto Seguro, escrito por Ricardo Pavanelli, ex-ancião da CCB que atualmente congrega na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo.

O episódio ganhou ampla repercussão e provocou reações diversas, incluindo críticas à atitude do membro da CCB e manifestações de apoio ao autor do devocional.

O vídeo

Nas imagens, Melo aparece ao lado de um fogão a lenha, onde lança páginas do livro ao fogo. De forma exaltada, ele critica duramente Pavanelli, fazendo referência à saída deste do ministério da CCB. “Hoje vemos a ação gloriosa, que Deus deu sabedoria para o Brás, para tirar esse irmão do ministério. ‘Ah, eu saí mas não estou falando mal de ninguém’. Nem precisava. Só pelas asneiras que você está falando”, afirma.

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Ainda no vídeo, ele prossegue em tom sarcástico:

“Aqui ficou o livro, que eu comprei. Está todo mundo falando ‘nossa, comprou o livro e não vai servir para nada’. Ah, vai. Claro que vai! O livro do irmão serve, serve para muita coisa. Está vendo?”.

Em seguida, conclui: “Não é em vão o livro dele. Que beleza! É só para isso que serve esse livro, para mais nada. Queimar, queimar e queimar. Acabou”.

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Contexto

Ricardo Pavanelli renunciou ao cargo de ancião da Congregação Cristã no Brasil em 2023, após anos de atuação na liderança eclesiástica. Em 2024, publicou seu primeiro livro, um devocional intitulado Meu Porto Seguro, voltado à edificação espiritual de leitores cristãos. Após deixar a denominação, ele passou a frequentar a Igreja Presbiteriana de Pinheiros, liderada pelo reverendo Augustus Nicodemus Lopes.

Embora sua saída tenha sido discreta, declarações posteriores em entrevistas e redes sociais sobre sua mudança de convicções teológicas geraram debates em círculos ligados à CCB.

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Repercussão

O teólogo Caio Modesto, membro da Igreja Presbiteriana, comentou o episódio, apontando o que considera um problema institucional.

“Isso demonstra ódio institucionalizado”, afirmou, referindo-se ao vídeo. Em publicação nas redes sociais, Modesto acrescentou: “Essa atitude hostil demonstra um problema profundo: a idolatria da placa de igreja. A devoção não está mais centrada em Cristo, mas em uma instituição. O próprio devocional queimado tem edificado membros da própria CCB – um claro sinal de que Deus age fora das fronteiras denominacionais”.

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A publicação gerou diversas reações, com internautas divididos entre críticas à atitude de Melo e reflexões sobre a rigidez denominacional nas igrejas evangélicas.

Retratação

Após a repercussão negativa, Samuel José de Melo publicou um novo vídeo, no qual nega ter queimado o livro. Segundo ele, a gravação anterior teria sido feita em um grupo fechado e fora de contexto.

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“Recentemente foi feito um vídeo em um grupo fechado. Aliás, que eu defendo como sempre defendi (está nas minhas redes sociais) o irmão Ricardo Pavanelli, mas alguém postou e infelizmente teve uma repercussão muito grande. Está aqui o livro, inteiro. Olha, inteirinho. O livro não foi rasgado”, declarou.

No mesmo vídeo, ele criticou a falta de repercussão dos conteúdos em que supostamente elogia ou defende Pavanelli:

“Alguém postou de mau gosto, mas os vídeos que eu fiz defendendo, não, falando a verdade sobre o irmão Ricardo Pavanelli, infelizmente, ninguém comentou, ninguém repostou. Livro intacto, que eu comprei”, concluiu.

Até o momento, Ricardo Pavanelli não comentou publicamente o episódio.

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