sociedade
França diz para policiais evitarem abordagem de muçulmanos
O documento foi mostrado por um policial civil que arriscou ser punido pelo ato.
Na última sexta-feira (23), a agente policial Stéphanie M., de 49 anos, mãe de dois filhos, 13 e 18 anos, foi morta por um terrorista islâmico na porta da delegacia em que trabalhava, na cidade de Rambouillet, na França.
Após o atentado, o governo francês teria orientado através das prefeituras, as forças policiais a evitarem abordagem aos muçulmanos durante o período do Ramadã, para não correr o risco de outros ataques contra policiais ou bombeiros.
O autor do crime é o tunisiano, Jamel Gorchene, de 36 anos, que esfaqueou duas vezes a garganta da agente administrativa da polícia gritando “Allahu Akbar”, e foi morto por tiros quando tentou atacar outros policiais na delegacia.
Stéphanie, trabalhou durante 20 anos na delegacia, e nunca fez trabalhos de policiamento ostensivo, era considerada uma policial padrão e exemplar.
Terrorista era imigrante ilegal da Tunísia
Jamel estaria sendo observado pela Polícia Judiciária e também pelo serviço secreto de segurança interna da França, segundo os policiais aposentados membros dos Sindicatos de Polícia da França, porém nunca foi detido ou teve sua permanência no país questionada.
Pois, de acordo com a Promotoria Nacional de Combate ao Terrorismo, Gorchene teria chegado a França em 2019 ilegalmente e de forma clandestina, com suspeita de ter sido ajudado por ONGs que colaboram com a travessia de imigrantes ilegais pelo Mediterrâneo.
O policial civil Philippe Payri, foi o único que mostrou o documento com as orientações e determinações do governo para evitar a abordagem dos muçulmanos durante o jejum diurno de reflexão islâmica, conhecido como Ramadã, se arriscando em ser punido.
De acordo com os Delegados de Polícia a orientação foi divulgada de maneira discreta, e teria sido reforçada depois que o terrorista islâmico delogou a policial, segundo reportou o Orbisdefense.
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