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Primeira lésbica assumida é ordenada bispa em igreja dos EUA

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A reverenda Sarah Fisher foi empossada como nova líder da Diocese Episcopal da Carolina do Leste, nos Estados Unidos, tornando-se, segundo informações divulgadas pela própria denominação, a primeira mulher em um relacionamento homoafetivo a ocupar um episcopado da Igreja Episcopal no sul do país.

Fisher, que mantém união homoafetiva com a reverenda Mandy Brady, assumiu oficialmente o cargo no sábado. A diocese tem sede no estado da Carolina do Norte.

Embora a Igreja Episcopal já tenha tido outros bispos assumidamente gays, uma porta-voz da denominação afirmou que, até onde havia conhecimento oficial, Fisher é a primeira bispa abertamente lésbica a liderar uma diocese episcopal localizada na região sul dos Estados Unidos.

A cerimônia de consagração contou com a participação do bispo-presidente da Igreja Episcopal, Sean Rowe, que atuou como principal consagrador. O sermão foi ministrado pelo bispo Robert Wright, segundo informou o Serviço de Notícias Episcopal.

Sarah Fisher foi eleita em novembro do ano passado, durante a terceira rodada de votação, recebendo 36 votos do clero e 70 votos dos leigos, número suficiente para alcançar a maioria necessária. Os outros candidatos eram o reverendo Brian Cannaday, do Texas, e o reverendo Caleb Lee, que retirou sua candidatura após a segunda votação.

Aos 54 anos, Fisher foi ordenada ao ministério em 2005 na Diocese de Atlanta. Ela possui formação em Artes pelo Agnes Scott College e mestrado em Divindade pelo Seminário Teológico Geral. Antes da eleição, atuava como reitora da Igreja Episcopal de Santa Catarina, na Geórgia. Ela sucede o bispo Rob Skirving, que se aposentou após 11 anos de atuação.

Durante o processo de seleção episcopal, a diocese perguntou à reverenda como ela enxergava o ministério em um contexto de divisões políticas e sociais. Fisher respondeu que sua congregação reunia pessoas com opiniões diferentes, mas unidas pelo desejo de servir a Cristo. “Estamos unidos em nosso desejo de ver, conhecer e servir a Cristo Ressuscitado”, afirmou.

Ela também declarou que o relacionamento com pessoas diferentes é importante para reconhecer “a dignidade e a divindade inerentes a cada pessoa” e acrescentou que é mais difícil odiar alguém quando se reconhece “a luz de Cristo” no próximo.

A Igreja Episcopal enfrenta debates internos sobre sexualidade e ordenação ministerial há mais de duas décadas. Em 2003, Gene Robinson tornou-se o primeiro bispo assumidamente gay da denominação, fato que provocou forte reação entre alas conservadoras.

Após a eleição de Robinson, diversas congregações deixaram a Igreja Episcopal, dando início a disputas judiciais envolvendo propriedades e bens eclesiásticos. O movimento também coincidiu com a queda gradual no número de membros da denominação. Dados oficiais apontam que a igreja possuía cerca de 2,1 milhões de membros em 2006. Em 2023, esse número havia caído para aproximadamente 1,54 milhão.

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