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Pagamento com a palma da mão chega ao Brasil: “Sinal da besta?”
A recente chegada ao Brasil de um sistema que permite realizar transações financeiras com a leitura da palma da mão reacendeu nas redes sociais um antigo debate entre cristãos — especialmente evangélicos — sobre o chamado “sinal da besta“, descrito no livro de Apocalipse.
A tecnologia, que utiliza a biometria para identificar o usuário e autorizar pagamentos sem cartão, celular ou dinheiro físico, já está em funcionamento no Distrito Federal e tem previsão de expansão para outros estados, como São Paulo, nos próximos meses.
Internautas fazem paralelo com profecias
Nas plataformas digitais, a inovação tecnológica rapidamente ultrapassou os limites do debate sobre segurança e praticidade e passou a ser interpretada por muitos como um possível sinal profético. A cada nova ferramenta de identificação biométrica, reacende-se a discussão sobre o cumprimento das Escrituras.
Entre os comentários publicados, uma internauta escreveu: “É hora de se preparar e de se santificar. Jesus está voltando.” Outro usuário afirmou: “O anticristo já está entre nós, e ninguém está percebendo.” Houve ainda quem relacionasse diretamente a novidade à profecia: “Tecnologia é uma ova. Isso aí é o chip da besta.”
O que diz Apocalipse
A principal referência citada é o capítulo 13 do livro de Apocalipse, que descreve um cenário em que todas as pessoas — pequenas e grandes, ricas e pobres, livres e servas — receberiam um sinal na mão direita ou na testa para participar das atividades econômicas. O texto bíblico afirma que “ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal” (Apocalipse 13:16-17).
Esse trecho, estudado pela escatologia cristã (área da teologia que analisa os eventos do fim dos tempos), é frequentemente relacionado ao surgimento de um sistema de controle econômico global associado ao Anticristo. É por isso que inovações como a biometria palmar costumam gerar apreensão e discussões entre os fiéis.
Tecnologia não tem relação com profecia
Especialistas e empresas responsáveis pela tecnologia afirmam, no entanto, que não há qualquer evidência que conecte o sistema à narrativa bíblica. Trata-se apenas de uma ferramenta de autenticação biométrica, apresentada como alternativa para tornar pagamentos mais rápidos e seguros.
Assim, enquanto alguns enxergam a novidade como mais um passo da evolução tecnológica, outros a interpretam à luz de suas convicções religiosas — reavivando um debate que costuma emergir sempre que novas formas de identificação e pagamento começam a ser adotadas em larga escala. Com: Terra.
