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Igreja defende pastor que usou arma para ilustrar batalha espiritual
Líderes da Legacy Faith Church afirmam que o pastor fundador Philip Thornton usou um rifle descarregado como recurso ilustrativo em um sermão de setembro, negando intenção de provocar insegurança e dizendo tratar-se de um apelo à “violência espiritual contra a incredulidade”. Em nota enviada à WHP, a igreja declarou: “No início, o Pastor Thornton deixa bem claro que o rifle era um ADEREÇO e apenas para fins ilustrativos. A arma de fogo foi desativada (percussor removido), liberada e mostrada publicamente como sem munição.”
O sermão, intitulado “Limpando a Sala”, foi transmitido no YouTube em 28 de setembro. Em trechos do culto, Thornton e outro homem, também com fuzil, apontam as armas na direção dos fiéis, enquanto um raio laser incide sobre os que estavam na primeira fila. Ao pregar, o pastor disse: “Ele [Deus] esvaziou a sala. Ele [Deus] expulsou todos, entrou como um soldado. O Reino dos Céus sofre violência.” E acrescentou, assegurando que o equipamento estava seguro: “Não há nada na arma; mãos longe do gatilho… Eu poderia pegar vocês, qualquer um de vocês.”
Especialistas ouvidos pelo Penn Live criticaram o procedimento, citando regras básicas de segurança. Emanuel Kapelsohn, referência nacional em armas e uso da força, afirmou: “Francamente, se eu estivesse lá com minha família, eu teria nos conduzido para fora o mais rápido possível… Você tem que parar com isso.” Para David Sarni, professor adjunto do John Jay College e detetive aposentado do NYPD, Thornton seria “o exemplo modelo de pessoas que manuseiam armas de maneira inadequada”: “Há muitas maneiras de transmitir essa mensagem sem apontar uma arma para seus membros.”
Apesar das críticas, a Legacy Faith Church sustenta que a mensagem tomou por base precedentes bíblicos, mencionando Mateus 11.12 e 1 Coríntios 2.14: “Tanto Jesus quanto Pedro tiveram que ‘limpar o espaço’ da incredulidade para que o milagre acontecesse… O ensinamento para ‘crentes’ tinha como objetivo encorajar a violência espiritual contra a incredulidade e a falta de fé, não contra as pessoas.” Segundo a igreja, a metáfora também recorreu à linguagem de treinamento militar para enfatizar disciplina e cooperação na missão cristã.
A repercussão permanece dividida entre defesa da intenção pastoral e preocupações com segurança, enquanto a comunidade avalia limites e responsabilidades no uso de imagens bélicas como recurso pedagógico no culto.
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