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Protestos nos EUA são pagos pela ‘esquerda radical’, diz Graham
O evangelista Franklin Graham acusou manifestantes que protestavam contra o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA após a morte de Renee Good, em Minneapolis, de serem “apoiados” por forças socialistas radicais.
Em uma publicação no Facebook, no sábado, o evangelista de 73 anos, filho do falecido Billy Graham, afirmou que os protestos fazem parte de uma estratégia da esquerda para desestabilizar o país. “Vocês viram as notícias de manifestantes — ou agitadores pagos — gritando coisas inacreditáveis como ‘Salvem uma vida, matem o ICE!’ ou ‘Kristi Noem será enforcada’?”, escreveu ele aos cerca de 11 milhões de seguidores.
Em seguida, declarou: “Os protestos que vemos em todo o país agora são apoiados pela esquerda socialista radical, cujo objetivo é transformar os Estados Unidos na Venezuela, destruindo, em última instância, a América que conhecemos”.
Na mesma publicação, Graham acrescentou: “Mentir, roubar, trapacear — nada é proibido para se chegar ao poder”. Ele afirmou ainda: “Infelizmente, muitas pessoas que participam desses protestos não têm ideia de que estão sendo usadas como peões”.
O líder evangélico, que preside a Associação Evangelística Billy Graham e a organização humanitária Samaritan’s Purse, com sede na Carolina do Norte, concluiu a mensagem afirmando que a “única esperança” dos Estados Unidos é Deus. Ele pediu que seus seguidores orassem pelas autoridades do governo federal. “Encorajo vocês a orarem”, escreveu. “Orem pelo presidente Donald Trump, pelo vice-presidente J.D. Vance, pelo secretário de Estado Marco Rubio, pela secretária de Segurança Interna Kristi Noem, pelo secretário da Guerra Pete Hegseth e por todo o Gabinete e liderança de nossa nação”. Graham citou o texto bíblico: “Se os fundamentos forem destruídos, o que poderá fazer o justo?” (Salmo 11:3).
Na quinta-feira, também em publicação no Facebook, Graham comentou o tiroteio que matou Renee Good em 7 de janeiro, durante uma operação do ICE. O caso gerou debate nacional sobre a legalidade do uso da força. Autoridades federais afirmam que o disparo ocorreu em legítima defesa, enquanto críticos alegam que a ação foi injustificada e defendem punição ao agente envolvido.
Renee Good tinha 37 anos, era escritora, moradora de Minneapolis e mãe de três filhos. Ela morreu após ser atingida por disparos de um agente do ICE durante uma operação de fiscalização migratória.
Em entrevista coletiva, Kristi Noem afirmou que Good teria perseguido agentes do ICE ao longo do dia, recusou-se a sair do veículo quando recebeu ordens e quase atropelou um dos agentes no local. Segundo a secretária, o agente atingido pelo veículo já havia sido ferido anteriormente em um ataque semelhante, ocorrido em junho.
Após o episódio, Graham escreveu: “É trágico que Renee Good tenha sido morta ontem em Minneapolis. Orem por sua família e entes queridos”. Ele acrescentou: “Este incidente serve como um forte lembrete de que todos precisam obedecer às autoridades. Se mandarem você levantar as mãos, levante; se mandarem você sair do carro, saia. Discuta com eles no tribunal e deixe que um juiz decida quem está certo ou errado, mas você não deve correr o risco de se machucar”.
O evangelista afirmou ainda que as forças de segurança enfrentam a “difícil tarefa” de retirar do país pessoas que entraram de forma ilegal.
O presidente Donald Trump descreveu Good como uma “agitadora profissional” e declarou que ela teria agredido violentamente o agente antes de ser baleada. O presidente afirmou que ataques contra forças da lei têm aumentado, atribuindo o cenário ao que chamou de ameaças e agressões da “esquerda radical”.
Imagens do tiroteio circularam amplamente nas redes sociais. Um dos vídeos mostra um agente do ICE tentando se posicionar ao lado de um SUV e disparando no momento em que o veículo avança e aparentemente o atinge de raspão. Outro registro, feito a partir da frente do carro, mostra o agente sendo atingido quando o veículo se move.
Um terceiro vídeo, obtido pela CNN, mostra o veículo parado e atravessado na estrada por vários minutos antes dos disparos. Um vídeo gravado por celular, atribuído ao agente que atirou, registra os instantes anteriores ao tiro. Nas imagens, uma mulher identificada como Rebecca, companheira de Good, aparece ao lado do veículo, provocando verbalmente o policial.
Outro agente se aproximou da porta do motorista e ordenou que Good saísse do carro, pois os policiais pretendiam prendê-la. As imagens mostram o veículo dando marcha à ré e, em seguida, avançando. O agente posicionado à frente do carro é empurrado para trás, e disparos são ouvidos logo depois, embora não apareçam diretamente nas imagens.
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