estudos bíblicos
Salvação e livre-arbítrio
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 8 do trimestre sobre “A obra da salvação”

SEGUNDO: O ARBÍTRIO HUMANO É SECUNDÁRIO; A GRAÇA DIVINA É PRIMÁRIA
Os filhos de Armínio, após a morte de seu pai, escreveram uma carta em 13 de agosto de 1612, falando das muitas falsas acusações de que Armínio foi vítima já em seu tempo, de sua devoção e piedade, de seu labor teológico, e de seu espírito firme na defesa daquilo que acreditava estar em sintonia com as Escrituras. No meio desta carta, há uma expressão que muito me agrada, quando eles disseram:
“É melhor que os leitores prudentes ouçam as suas palavras proferidas por ele mesmo, e não por nós, que estamos apenas gaguejando sobre ele. É mais doce a água que bebemos na fonte, do que aquela que bebemos a alguma distância da nascente” (1).
Pois bem, vejamos em algumas citações pontuais, a relação que Armínio estabelece entre graça de Deus e arbítrio humano, colocando o arbítrio do homem como dependente da graça de Deus, e sem o qual ele nada pode fazer, estando destituído de poder e morto!
- Pelo pecado, o homem perdeu o seu livre-arbítrio, que agora é “arbítrio-escravo”
“Devemos saber que o primeiro homem foi criado livre por Deus, mas, tendo abusado de sua liberdade, a perdeu, e foi feito escravo daquele a quem obedecia, isto é, o pecado, tanto com respeito à culpa da condenação como ao seu domínio, que é a verdadeira escravidão e desgraça total” (2)
- O livre-arbítrio do homem em questões espirituais está destruído
“o livre-arbítrio do homem para o que é bom não somente está ferido, aleijado, enfermo, distorcido e enfraquecido; ele também está aprisionado, destruído e perdido. E seus poderes não estão somente debilitados e inúteis (a menos que seja assistido pela graça), mas está totalmente privado de poder (…) ficará evidente que nada pode ser dito mais verdadeiro sobre o homem nesse estado do que o fato de que ele já está morto em pecado (Rm 3.10-19)” (3)
- Somente poderão usar o livre-arbítrio quando forem, antes, alcançados pela graça
“Nenhum homem crê em Cristo, exceto aquele que foi previamente disposto e preparado pela graça preventiva ou precedente para receber a vida eterna” (4)
- A graça estabelece a liberdade do arbítrio e o auxilia para que tome decisões certas
“Porque a graça é branda e se mescla com a natureza do homem, para não destruir dentro dele a liberdade da sua vontade, mas para lhe dar uma direção correta, para corrigir a sua depravação, e para permitir que o homem possua as suas próprias noções adequadas” (5)
- O livre-arbítrio estabelecido pela graça precisa a todo tempo colaborar (permitir-lhe livre curso) com a graça para que ela seja eficaz em seus efeitos
“assim como a graça preserva, o livre-arbítrio também é preservado, e o livre-arbítrio é o sujeito da graça. Logo, é necessário que o livre-arbítrio colabore com a graça, que é concedida para sua preservação, mas auxiliada por uma graça subsequente, e sempre permanece no poder do livre-arbítrio rejeitar a graça concedida, e recusar a graça subsequente; porque a graça não é a ação onipotente de Deus, à qual o livre-arbítrio não consiga resistir” (6).
Se, somente se, a principal característica da teologia de Armínio fosse o arbítrio humano, que com certeza não é, então não seria “o livre-arbítrio humano”, mas sim “o arbítrio humano destruído e necessitado da graça divinal”. Para Armínio (como para Calvino, Lutero, Agostinho e muitos Pais da Igreja), o arbítrio do homem só é feito livre mediante uma ação antecedente da graça de Deus. Ou seja, não é o homem que vem primeiro a Deus, mas Deus que vem primeiro ao homem. Armínio, claro, distingue-se destes grandes vultos do século 16 (e também de Agostinho de Hipona, séculos IV-V), e aproxima-se dos antigos patrísticos, aqueles que estiveram mais próximos dos apóstolos de Cristo, quando ensina efusivamente que a graça de Deus para salvação é ilimitada e irrestrita, mas resistível, sendo direcionada aos pecadores em todo mundo, para salvação de todos eles – desde que cada um dê em seu coração livre curso à graça, para que ela seja eficaz na conversão deles. Enquanto para os monergistas (que defendem que a salvação é operada por decisão exclusivamente divina, sobre aqueles que ele de fato quer salvar) a graça de Deus faz o homem crer irresistivelmente, para os sinergistas (que defendem que a salvação é operada por decisão divina condicional à livre aceitação do homem), entre os quais Armínio está, a graça de Deus possibilita o homem crer. Armínio é categórico quando discorre sobre o modus operandi (o modo de operação) da graça de Deus:
“uma massa inerte é impulsionada, natural e necessariamente, pela aplicação de forças, que excedem a força de sua gravidade; mas nós, como seres humanos, somos estimulados segundo o modo de liberdade, que Deus concedeu à vontade, e por isso é chamada de livre-arbítrio” (7)

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