Siga-nos!

Utilidade Pública

Spotify criticado por risco de aliciamento através do app

Avatar

em

Spotify criticado por risco de aliciamento em novo recurso do app
ADVERTISEMENT

Um importante grupo de vigilância contra exploração sexual nos Estados Unidos pediu que o Spotify suspenda ou desative o novo recurso de mensagens diretas, lançado pela plataforma para permitir a troca de músicas, podcasts e outros conteúdos entre usuários. O pedido foi feito após o anúncio oficial da funcionalidade, apresentado na semana passada.

Haley McNamara, diretora executiva e de estratégia do Centro Nacional de Exploração Sexual (NCOSE), afirmou que o recurso pode facilitar o contato de predadores com adolescentes. “O Spotify deveria interromper o lançamento do novo recurso de mensagens diretas, visto que as mensagens diretas são a principal forma de predadores contatarem adolescentes. O Spotify tem um histórico de não priorizar a segurança infantil, tendo levado oito anos apenas para adicionar controles parentais básicos (Spotify Kids)”, declarou.

Segundo McNamara, já houve relatos de menores vítimas de aliciamento e abuso na plataforma, e a tendência é que esses casos aumentem com o recurso. O NCOSE incluiu o Spotify em sua “Lista dos Doze Sujos” de 2024, que reúne entidades que, segundo a organização, falharam em proteger crianças e o público contra exploração.

Evidências apresentadas

O NCOSE relatou ter identificado casos de compartilhamento de pornografia hardcore, deepfakes, imagens de automutilação e conteúdos que pareciam ser de abuso sexual infantil. McNamara destacou: “Se o Spotify não reconsiderar permitir que jovens de 16 e 17 anos tenham acesso ao recurso de mensagens diretas, ele estará a caminho de se tornar um ponto crítico para exploração sexual infantil”.

ADVERTISEMENT

Ela citou ainda um relatório da Internet Watch Foundation, publicado em março de 2024, segundo o qual três em cada cinco casos de extorsão sexual online envolvem jovens de 16 e 17 anos.

Resposta do Spotify

Um porta-voz do Spotify informou que a empresa iniciou em 2025 um processo de verificação de idade para usuários que desejam acessar recursos restritos, incluindo as mensagens diretas. A plataforma, segundo ele, também contou com a contribuição de seu Conselho Consultivo de Segurança, formado por especialistas internacionais em proteção infantil.

O porta-voz ressaltou que o recurso só permite iniciar conversas com contatos já conhecidos, que os usuários podem recusar mensagens e que existe a opção de denunciar conteúdos ou bloquear remetentes. Ele acrescentou que o Spotify verifica conversas em busca de material de abuso sexual infantil, atuando quando há denúncias de violação das regras.

ADVERTISEMENT

Críticas às medidas

Apesar dessas garantias, McNamara considerou a postura da empresa insuficiente. Ela observou que a verificação de idade, até agora, está em teste apenas em “mercados selecionados” e geralmente associada ao consumo de vídeos musicais, e não às mensagens. “Embora o Spotify possa ter planos secretos para eventualmente melhorar a restrição de idade em mensagens diretas, atualmente não há nenhuma evidência pública de que isso seja verdade”, disse.

A diretora do NCOSE defendeu que a empresa adote uma idade mínima de 18 anos para o uso das mensagens diretas e implemente verificações rigorosas de identidade. “Se o Spotify se comprometesse a exigir uma verificação de idade rigorosa para acessar mensagens diretas e definisse a idade mínima em 18 anos, isso seria um avanço significativo para a proteção da criança, e nós o aplaudiríamos”, declarou, conforme informado pelo The Christian Post.

Até o momento, o Spotify mantém a previsão de liberar o recurso de mensagens diretas para usuários premium a partir dos 16 anos, mas segue sob pressão de entidades que pedem ajustes mais rigorosos para garantir a segurança infantil online.

ADVERTISEMENT

Trending