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TD Jakes nega acusação de ter tentado beijar pastor de jovens
As recentes acusações contra o bispo T.D. Jakes, líder da megaigreja The Potter’s House, têm gerado ampla repercussão no meio cristão e jurídico nos Estados Unidos. A nova denúncia surge no contexto de uma batalha legal em que Jakes processa seus acusadores por difamação.
Alegações e contexto
No dia 21 de fevereiro, Timothy Anderson, de 57 anos, apresentou uma declaração juramentada em apoio a uma moção que busca rejeitar a ação de difamação movida por Jakes. Anderson alega que, enquanto servia como pastor de jovens na década de 1990, o líder religioso tentou beijá-lo e agiu de maneira inadequada.
Ele se junta a Duane Youngblood e Richard Youngblood, que anteriormente acusaram Jakes de comportamento impróprio.
As acusações ganharam destaque após Duane Youngblood, ex-pastor que cumpriu pena por crimes sexuais, denunciar Jakes. Segundo Youngblood, ele e seu irmão Richard sofreram abusos de Jakes quando ainda eram jovens.
O bispo negou formalmente essas alegações em fevereiro e entrou com uma ação judicial contra os irmãos e outros envolvidos, alegando que tudo se trata de uma campanha de desinformação para destruir sua reputação e extorquir dinheiro.
O depoimento
Em sua declaração, Anderson afirmou que recebeu uma oferta de trabalho para ser pastor de jovens na Potter’s House em Dallas, Texas, com um salário de US$ 24 mil anuais. No entanto, ele alega que, após sua chegada, começou a se sentir desconfortável com determinadas situações envolvendo Jakes.
Uma das experiências relatadas por Anderson ocorreu quando ele foi chamado para ajudar na nova mansão do bispo. Ele alega que, em determinado momento, Jakes passou por ele nu, o que o deixou desconfortável. Segundo Anderson, mais tarde o líder religioso teria tentado beijá-lo durante uma conversa sobre sua permanência no ministério.
Ao se deparar com a escolha entre continuar no ministério ou retomar sua trajetória como evangelista itinerante, Anderson disse que chorou e se sentiu emocionalmente abalado. Ele afirmou que Jakes apenas entregou-lhe uma caixa de lenços e reforçou que “ele deveria entender os princípios da autoridade”. Após esse episódio, ele decidiu deixar o ministério e retornar à evangelização.
Posicionamento de Jakes e sua defesa
O advogado de T.D. Jakes, Dustin Pusch, rejeitou veementemente as alegações, declarando ao Dallas Morning News que Anderson não é uma fonte confiável e que faz parte de um grupo que tenta prejudicar o bispo. Ele classificou as acusações como uma “campanha de desinformação calculada” para manchar a imagem do líder e obter vantagens financeiras.
Jakes, em declaração oficial, reafirmou que as acusações contra ele são “mentiras maliciosas” e nega qualquer envolvimento em condutas inapropriadas, segundo informado pelo The Christian Post.
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