sociedade
‘Circo’ no depoimento de Virgínia à CPI é sinal, diz pastor
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A influenciadora digital Virgínia Fonseca prestou depoimento na última terça-feira, 13 de maio, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a promoção de jogos de azar online por personalidades da internet. Com mais de 50 milhões de seguidores nas redes sociais, Virgínia foi chamada a esclarecer sua participação em campanhas publicitárias ligadas a plataformas de apostas esportivas.
A audiência, que durou mais de três horas, abordou temas como contratos comerciais, responsabilidade com o público e continuidade das parcerias com casas de apostas. Durante a sessão, parlamentares manifestaram entusiasmo pela presença da influenciadora, o que gerou críticas sobre a condução dos trabalhos. Virgínia afirmou que não cometeu irregularidades e declarou ter alertado seus seguidores sobre os riscos envolvidos nas apostas.
A CPI também apura possíveis ilegalidades em contratos de divulgação, especialmente aqueles que vinculam os ganhos de influenciadores às perdas dos usuários nas plataformas. A preocupação com o tema tem se intensificado devido à popularidade dessas práticas entre adolescentes e públicos considerados vulneráveis.
Entre os que se manifestaram publicamente sobre a audiência, está o pastor Rodrigo Mocellin, que classificou o episódio como um reflexo da ausência de fundamentos espirituais na sociedade. “Sem Deus como fundamentação, todo direito, toda disputa entre certo e errado, declaração de justiça e injustiça, tudo é um verdadeiro circo”, afirmou, mencionando pensadores como Jean-Paul Sartre e Richard Dawkins ao argumentar que, na ausência de uma referência divina, os conceitos de certo e errado tornam-se relativos.
Mocellin, que se posiciona contra as apostas — posição comum entre cristãos conservadores —, também declarou: “Nenhum leão é levado a julgamento por matar, estuprar ou violentar. Se Deus não existe, a única coisa que existe é a lei da seleção natural, em que os mais adaptados sobrevivem. Desse modo, não apenas debater ‘é correto apostar?’, ou temas como drogas e assassinato, tudo isso é pura ilusão.”
Encerrando seu posicionamento, o pastor citou o escritor russo Fiódor Dostoiévski: “Se Deus não existe, tudo é permitido”. Para Mocellin, essa lógica resume o desafio moral enfrentado pela sociedade contemporânea diante da normalização de condutas como o incentivo a jogos de azar.
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