opinião
A batalha de Deborah Duprat contra Damares Alves
Mais um exemplo da patrulha ideológica da esquerda contra o governo Bolsonaro
A Procuradora Federal dos Direitos do Cidadão, Dra. Deborah Duprat, quer barrar a nomeação de um colega do MPF indicado pela Ministra Damares Alves para integrar a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP).
Esse posicionamento de Duprat está alinhado ao patrulhamento ideológico da esquerda. Em 2009 ela ocupou o cargo de Procuradora-Geral da República por 22 dias, apresentando petições iniciais ou pareceres em questões que, dada a ocupação provisória do cargo, não lhe cabia intervir:
- pediu o reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo, apesar de a Constituição definir claramente que, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar” (art. 226, § 3º);
- defendeu a ausência de punição para o aborto em casos de anencefalia, tudo apesar dos vários diagnósticos errados da doença que resultaram na vida das crianças fora do útero materno;
- argumentou a favor da Marcha da Maconha, uma manifestação que não buscava a simples liberdade de expressão, mas promovia e incentivava o uso da droga;
- reivindicou que os transexuais pudessem trocar o nome e/ou o sexo nos registros civis mesmo sem comprovarem essa condição nem realizarem qualquer cirurgia.
Depois disso, em 2017 Duprat assinou nota técnica defendendo a liberdade artística e avaliando que nem toda forma de nudez é prejudicial para as crianças. Para ela, portanto, em uma apresentação de arte, não há qualquer problema no fato de crianças tocarem um homem nu.
No mesmo ano, Duprat disse que “a criança não pertence à família”, além de expressar sua oposição ao Escola sem Partido, o que significa defender a doutrinação em escolas.
É fácil reconhecermos o alinhamento da Dra. Deborah Duprat às pautas esquerdistas. A tentativa de impedir a nomeação de seu colega no MPF, declaradamente conservador, parece ganhar ares de censura, retirando do governo a autonomia das decisões administrativas e políticas.
Lembremos, por fim, que o Brasil elegeu Bolsonaro, e não o PT. É claro que os direcionamentos governamentais são outros, e cabe absoluto respeito à vontade popular que o sagrou vencedor nas disputas eleitorais de 2018.
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