estudos bíblicos
A mordomia da adoração
Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 6 do trimestre sobre “Tempo, Bens e Talentos”.
II. Como adorar a Deus
1. “Em espírito e em verdade”
É de todos conhecida a história do encontro de Jesus com a mulher samaritana junto à fonte de Jacó (João 4). Ali, sob o sol do meio dia (v. 6, NVI), o Senhor descobriu os segredos do coração daquela mulher, revelou-se a ela como o Messias esperado e pacientemente a instruiu sobre a verdadeira adoração que o Pai espera receber.
Mas o que significa adorar a Deus “em espírito e em verdade”, como ele disse à mulher samaritana? A resposta para esta pergunta é bastante cristocêntrica, visto que Cristo é para a mulher de Samaria não só um mestre a ensiná-la sobre adoração, mas é o próprio caminho para a adoração que agrada a Deus. Explico.
A mulher disputava com Jesus sobre o lugar correto para se adorar, se em Gerizim (como defendiam os samaritanos) ou se em Jerusalém, no Templo, como defendiam os judeus. Jesus, deixando claro que os judeus tinham a interpretação correta nesta disputa teológica que se prolongava por séculos, acrescenta que já é hora de adorar a Deus não mais prendendo-se a lugares, mas apegando-se genuinamente ao Pai em espírito (para contrapor com a religião de formalismos) e em verdade (para estabelecer a fé no próprio Jesus, que é a verdade – João 14.6 – como o fundamento da genuína adoração).
Peterson comenta: “o relacionamento com Deus, tornado possível por meio de Jesus, não se prende a nenhum ‘lugar’ ou ritual terreno […]. O Cristo exaltado é agora o ‘lugar’ onde Deus é reconhecido e honrado. O Pai não pode ser honrado, a não ser que Jesus receba toda a honra devida a ele como Filho (cf. Jo 5.22,23; 8.49)” [4]
Portanto, mais importante que o lugar e o ritual é a posição do próprio adorador. Ele precisa estar unido a Deus em espírito, pois é ali que se dá a edificação do crente, e precisar estar fundamentado em Cristo pela fé, para que possa oferecer a Deus louvores, orações e serviço que lhe sejam agradáveis. Cristo deve estar no centro da nossa adoração! (Fp 2.5-11).
2. Com o “culto racional”
Aos crentes romanos, o apóstolo Paulo exorta a que ofereçam seus corpos a Deus em sacrifício vivo, santo e agradável, isto é, o nosso culto racional. Três coisas devem ser destacadas aqui:
Primeiro, que o “corpo” a ser apresentado refere-se a todo o nosso ser (espírito, alma e corpo), como dizia o salmista: “E tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome” (Sl 103.1).
“Em resposta ao que Deus fez aos que creem em Jesus Cristo, eles [os crentes] devem se apresentar como ‘sacrifício vivo, santo e agradável a Deus’ (Rm 12.1). O sacrifício em questão é representado pelo ‘corpo’ deles, que significa a totalidade de seu ser, não só pele e osso (cf. 6.13,16, ‘ofereçam-se’). […] a apresentação de si mesmo a Deus em Cristo é a essência do culto cristão” [5]
Segundo, que a adoração que Deus recebe é aquela revestida de santidade, mais do que de formalidade. O Senhor não está buscando a estética da nossa adoração, mas a espiritualidade e verdade naquilo que ministramos ao Senhor (Jo 4.23,24), ou seja, numa vida que seja dedicada a ele diuturnamente em santidade. Dizia o evangelista pentecostal norte-americano Jimmy Swaggart: Deus não está em busca de santa adoração, mas de santos adoradores!
Por último, deve-se dizer que o “culto racional” a que Paulo se refere em Romanos 12.1 não é o culto “com ordem e decência” de que ele trata em 1Coríntios 12 – 14, pois na carta aos coríntios Paulo está tratando do culto congregacional, da reunião para adoração pública. No décimo segundo capítulo da carta aos Romanos, porém, Paulo está tratando do nosso culto pessoal, como um ato de adoração e gratidão pelo que o Senhor fez por nós (justificação pela fé proveniente da graça de Deus – assunto que ele abordou detalhadamente nos capítulos anteriores).
A palavra grega para racional é logikos, donde vem os termos razão e lógica. Noutras palavras, Paulo estaria dizendo: é lógico, isto é, faz todo sentido que vocês agora se ofereçam a Deus em sacrifício vivo santo e agradável, em face de todo amor e misericórdia que ele demonstrou por vocês em Cristo Jesus! Escrevendo aos coríntios, Paulo faz o mesmo apelo, porém, noutros termos: “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1Co 6.20).
Pergunta: você já parou para pensar no grande investimento que Deus fez pela sua vida? Não é razoável, portanto, que você se entregue totalmente ao Senhor que pagou tão caro preço pela sua redenção? Não deve você ser um fiel adorador do Senhor, rendendo-lhe honras, glórias e louvores todos os dias e por toda a eternidade? Já dizia A.W. Tozer: “devo tanto a Deus que ainda que eu vivesse um milhão de anos não seria suficiente para pagá-lo!”.

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