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André Fernandes nega cobrança por batismo e responde críticas
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O pastor André Fernandes, líder da Lagoinha Alphaville, localizada em São Paulo, pronunciou-se nesta semana após a denominação ser alvo de críticas nas redes sociais. As manifestações ocorreram após internautas alegarem que a igreja estaria cobrando uma taxa para a realização de batismos, prática que foi amplamente questionada por fiéis e líderes evangélicos.
A polêmica ganhou força com a circulação de relatos que apontavam a cobrança de R$ 80,00 para que os novos convertidos pudessem ser batizados nos eventos organizados pela igreja. Em resposta, Fernandes declarou: “A gente nunca cobrou para batizar ninguém. Sei que parece ridículo ter que justificar isso, mas somos atacados por textos mal escritos ou falas soltas de voluntários.”
De acordo com o pastor, o valor mencionado não se refere à cobrança pelo batismo em si, mas a uma contribuição simbólica. Segundo ele, essa quantia visa cobrir despesas com camisetas utilizadas pelos batizandos e auxiliar na manutenção da estrutura necessária para o evento. Fernandes ressaltou que os batismos promovidos pela Lagoinha Alphaville reúnem, em algumas ocasiões, mais de 2.500 pessoas, exigindo grande organização.
A estrutura inclui ambulâncias com UTI, equipe de enfermagem, sistema de som, telões e câmeras, a fim de proporcionar segurança e permitir que familiares acompanhem o momento, inclusive à distância, afirmou o pastor em vídeo publicado nas redes sociais. “Não se trata de cobrar pelo ato do batismo, mas sim de garantir que tudo ocorra com excelência e segurança.”
Apesar da explicação, líderes cristãos se manifestaram de forma crítica à possibilidade de associar qualquer valor financeiro ao rito. O teólogo e pesquisador Rodolfo Capler declarou: “Cobrar por algo que é sinal da graça de Deus é deturpar o Evangelho na sua essência. O batismo é símbolo de arrependimento, entrega e nova vida em Cristo e não um produto, não um show com pulseira e camiseta. A fé não pode ser gerida como um negócio. Quando isso acontece, o templo vira mercado e, o púlpito, balcão”.
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