esporte
Chicago Bulls demite jogador cristão que reprovou ‘orgulho LGBT’
O Chicago Bulls anunciou a dispensa do armador Jaden Ivey no dia 30 de março de 2026, alegando “conduta prejudicial à equipe”. A decisão foi tomada poucos dias após o jogador ser afastado da temporada por lesão no joelho.
A franquia não detalhou publicamente quais atitudes motivaram a medida. O caso ganhou repercussão após conteúdos publicados por Ivey em suas redes sociais, nos quais o atleta compartilha declarações sobre sua fé cristã.
Ivey, que iniciou sua trajetória no basquete ainda no ensino médio e foi selecionado na quinta posição do Draft da NBA de 2022, construiu carreira com destaque em equipes universitárias e na liga profissional. Ele também integrou a seleção dos Estados Unidos campeã da Copa do Mundo Sub-19 da FIBA em 2021.
Nas plataformas pessoais, o jogador realizou transmissões ao vivo com leitura bíblica e mensagens sobre fé, salvação e princípios cristãos. Em algumas declarações, abordou temas como casamento, sexualidade e arrependimento com base em sua interpretação das Escrituras.
Segundo relatos, as manifestações foram feitas fora de ambientes oficiais da equipe, em perfis pessoais do atleta.
A dispensa ocorreu horas após a repercussão dessas publicações. A justificativa apresentada pelo clube menciona apenas “conduta prejudicial à equipe”, sem especificar a relação direta com os conteúdos divulgados.
O técnico Billy Donovan comentou o caso e mencionou preocupação com o bem-estar do jogador. “Saúde mental é uma questão real […] sempre me preocupo com isso”, afirmou, sem detalhar a situação específica de Ivey, conforme informou o The Christian Post.
A decisão ocorre em um contexto no qual a NBA tem adotado posicionamentos institucionais em pautas sociais. Nos últimos anos, a liga promoveu campanhas como “Black Lives Matter” e iniciativas ligadas ao mês do orgulho LGBTQIA+, com ações realizadas em quadras, uniformes e eventos oficiais.
A dispensa de Ivey gerou debate entre torcedores e observadores sobre os limites da expressão individual de atletas, especialmente em temas religiosos.
Até o momento, não há confirmação oficial de que as declarações do jogador tenham sido o motivo direto da decisão. O caso permanece em análise no ambiente esportivo e entre o público, com diferentes interpretações sobre os fatores envolvidos.
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