igreja perseguida
Cristãos são baleados em escola teológica no Sudão do Sul
Violência contra cristãos é uma realidade constante no Sudão.
Um sacerdote e outros cristãos foram baleados e feridos em um ataque com motivação anticristã contra uma igreja no Sudão. Os ataques a edifícios religiosos têm ocorrido no país desde o início dos conflitos no exército sudanês no mês passado. No dia 14 de maio, homens não identificados atacaram a Igreja Ortodoxa Copta de Mar Girgis (São Jorge), na área de Masalma, em Omdurman.
Segundo o bispo de Atbara e Omdurman, Anba Sarapamon, os agressores feriram o reverendo Arsanius Zaria, seu filho Girgis, um cantor da igreja identificado apenas como Seifein, um guarda identificado apenas como Habashi e um paroquiano chamado Safwat Shawqy. Os cinco receberam tratamento hospitalar e se recuperaram.
Desse modo, os agressores chegaram pouco antes da meia-noite de 13 de maio e feriram as cinco pessoas presentes com disparos de armas de fogo, chamando-as de “infiéis” e ordenando que se convertessem ao Islã. Uma testemunha disse que os agressores gritaram perguntando “onde está o ouro?” e “Onde está o dinheiro?” os acusando de serem egípcios e “filhos de cães”.
Além disso, duas testemunhas também relataram que os agressores usavam lenços para cobrir o rosto, deixando os olhos descobertos, e roupas incluindo alguns itens do uniforme das Forças de Apoio Rápido (RSF), que têm lutado contra as Forças Armadas Sudanesas (SAF) desde 15 de abril. Os agressores teriam saqueado e danificado a igreja.
De acordo com Morning Star News, a perseguição aos cristãos por grupos não estatais tem sido uma realidade constante no Sudão. O país ocupa a 10ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2023, da organização Portas Abertas, que classifica os países onde é mais difícil ser cristão. Sudão estava na 13ª posição no ano anterior.
No entanto, o departamento de Estado dos Estados Unidos removeu o Sudão da lista de Países de Preocupação Especial (CPC) em 2019, que engloba países que praticam ou toleram “violações sistemáticas, contínuas e flagrantes da liberdade religiosa”, e o incluiu em uma lista de observação. Em dezembro de 2020, o Departamento de Estado retirou o Sudão da Lista de Observação Especial.
Por fim, após dois anos de avanços na liberdade religiosa no Sudão após o fim da ditadura islâmica sob Omar al-Bashir em 2019, o país viu o retorno da perseguição patrocinada pelo Estado com o golpe militar de 25 de outubro de 2021. Os cristãos sudaneses temem o retorno dos aspectos mais repressivos e severos da lei islâmica.
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