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Esposa de governador de esquerda: ‘Evangélicos atrasam os EUA’
A primeira-dama da Califórnia, Jennifer Siebel Newsom, afirmou que evangélicos estariam contribuindo para um retrocesso no país durante entrevista concedida em 2022 ao jornalista Elex Michaelson. O conteúdo voltou a circular recentemente nas redes sociais e gerou repercussão entre grupos conservadores.
Durante a entrevista, Jennifer defendeu a redefinição do conceito de “pró-vida” a partir de políticas públicas. “Muitos progressistas estão se dedicando a redefinir o que realmente significa ser pró-vida, e é isso que estamos fazendo na Califórnia”, afirmou. “Ser pró-vida significa ter cuidados pré-natais, pré-escola universal, saúde universal, cuidar de crianças em lares adotivos e oferecer refeições gratuitas para todas as crianças. Não se trata de concepção”, declarou.
Na mesma conversa, ela criticou setores que classificou como conservadores e evangélicos. “Eles estão vivendo nesse nicho evangélico e conservador que, no fim das contas, está nos fazendo retroceder como país para uma época e um lugar onde não merecemos estar e não vamos estar”, afirmou. Ela também declarou que jovens e famílias estariam “despertando” e não permitiriam retrocessos.
Jennifer expressou confiança na expansão de pautas progressistas e destacou o papel do estado da Califórnia nesse processo. “Tenho muita esperança por causa disso. E, obviamente, a Califórnia tem uma enorme responsabilidade de liderar”, disse.
As declarações foram criticadas por organizações conservadoras. O American Center for Law and Justice classificou a fala como um ataque a cristãos. O diretor de mídia da entidade, Logan Sekulow, afirmou que há forte presença de evangélicos e conservadores na Califórnia. “Isso significa que um grande número de evangélicos e conservadores naquele estado apoia nosso trabalho e se opõe ao radicalismo de extrema esquerda dos Newsom. Portanto, Jennifer está completamente alheia à realidade de milhões de pessoas em seu próprio estado”, declarou.
Sekulow também questionou possíveis impactos políticos das declarações, mencionando eventuais planos do governador Gavin Newsom de disputar a Presidência dos Estados Unidos. “Como isso afetará a eventual candidatura presidencial de seu marido?”, afirmou.
Segundo sua biografia oficial, Jennifer Siebel Newsom prefere o título de “Primeira Parceira” em vez de “Primeira-Dama”, como forma de promover inclusão e reconhecer diferentes configurações de liderança no governo.
O gabinete do governador Gavin Newsom não se manifestou até o momento sobre as declarações da primeira-dama.
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