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Flávio Bolsonaro e Zema são os únicos que propõem impor limites ao STF

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Flávio Bolsonaro e Zema são os únicos que propõem impor limites ao STF
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Dentre os programas de governo de cinco candidatos à Presidência da República, apenas os de Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) apresentam medidas concretas voltadas à reorganização das competências e do funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Ambos os documentos defendem a imposição de limites à atuação da Corte e à prática de decisões tomadas individualmente por ministros.

A proposta de Flávio Bolsonaro sugere a transformação do STF em uma Corte Constitucional, argumentando que há acúmulo de funções e desequilíbrio entre os Poderes. O texto também defende a extinção das competências criminais originárias do Supremo, com a transferência do julgamento de parlamentares para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou para os Tribunais Regionais Federais (TRFs). O plano ainda propõe o fim das decisões monocráticas, priorizando julgamentos em colegiado.

Além disso, o programa de Flávio estabelece uma quarentena de um ano para ministros de Estado que venham a ser indicados ao STF e proíbe que parentes de magistrados até o terceiro grau atuem na Corte.


Limites para ministros e atuação do STF

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Já o plano de Romeu Zema sustenta que o Supremo tem ultrapassado suas atribuições ao decidir sobre matérias de competência do Congresso Nacional. O ex-governador de Minas Gerais propõe idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros e a imposição de restrições a vínculos políticos.

O programa de Zema também prevê o fim de decisões monocráticas em temas de abrangência nacional, o estabelecimento de prazos para pedidos de vista e a retirada da competência da Corte para julgar questões penais e tributárias.

Outra proposta do candidato do Novo é limitar a capacidade do STF de reverter decisões do Legislativo. O documento ainda sugere a criação de uma corregedoria independente para investigar ministros em âmbito administrativo e proíbe que parentes de magistrados atuem nas mesmas Cortes.

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Demais candidatos não apresentam propostas específicas

Por outro lado, os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Partido Missão) não trazem propostas direcionadas especificamente ao STF. Lula menciona o “fortalecimento geral das instituições democráticas”, sem detalhar mudanças na Corte.

Caiado afirma que “respeitará as instituições”, mas não apresenta uma agenda própria para o Supremo. Já Renan Santos reúne reformas institucionais em diversas áreas, mas não dedica uma seção específica ao tribunal. Com: Oeste.

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