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Graham reage ao papa após teoria sobre orações não ouvidas
O evangelista Franklin Graham, presidente da Samaritan’s Purse, rebateu declarações do papa Leão XIV sobre guerra e fé durante participação no programa Piers Morgan Uncensored. O debate ocorreu após o papa afirmar, em homilia do Domingo de Ramos, que Deus rejeita orações feitas por aqueles que promovem conflitos armados.
Ao responder, Graham citou o exemplo do Rei Davi, argumentando que, no contexto bíblico, Deus ouviu e respondeu às orações de líderes que estiveram em guerra. Segundo ele, há situações em que conflitos podem ser considerados justificáveis, mencionando a Segunda Guerra Mundial como referência histórica.
Graham também comentou o cenário geopolítico atual, classificando o regime do Irã como uma ameaça global. Ele atribuiu ao país responsabilidade indireta por conflitos no Oriente Médio, incluindo mortes registradas em Gaza, no Líbano e no Iêmen. Apesar disso, afirmou que prefere a paz, mas acredita que o enfrentamento pode ser necessário em determinadas circunstâncias.
O evangelista destacou ainda que possui uma visão diferente da apresentada pelo pontífice, ressaltando que não pertence à Igreja Católica. Para ele, a interpretação das Escrituras demonstra que Deus, em determinados contextos históricos, guiou líderes em batalhas.
Durante o mesmo programa, o tema do sionismo cristão também foi abordado. Graham afirmou que não vê base bíblica para a ideia de que o retorno de Jesus Cristo dependa da reunião dos judeus em sua terra ancestral. No entanto, declarou acreditar que a criação do Estado de Israel em 1948 representa o cumprimento de promessas bíblicas feitas a Abraão.
Outro participante do debate, Avraham Burg, contestou a interpretação de Graham. Ele argumentou que, embora Davi tenha sido um guerreiro, a Bíblia registra que ele não pôde construir o templo devido ao derramamento de sangue. Burg afirmou que essa passagem reforça uma mensagem de restrição ao uso da violência em nome de Deus.
Burg também criticou a mistura entre crenças religiosas e decisões políticas, defendendo que questões escatológicas não devem influenciar conflitos contemporâneos. Ele relatou experiências pessoais com guerras e perdas familiares, destacando os riscos de justificar violência com base em religião.
As declarações de Graham ocorreram em meio a um contexto mais amplo de tensão internacional. Em outro momento recente, durante um evento na Casa Branca, ele comparou a situação atual envolvendo o Irã a episódios do livro de Ester e mencionou o presidente Donald Trump como uma liderança levantada em um momento crítico.
O debate também reacendeu discussões sobre o papel da religião em conflitos modernos. Críticas semelhantes surgiram após declarações do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que utilizou referências bíblicas em orações relacionadas a operações militares, segundo o The Christian Post.
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