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Irã ataca Tel Aviv em meio a bombardeios de Israel ao Hezbollah

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A escalada militar no Oriente Médio continuou nesta sexta-feira, 6, com novos ataques envolvendo Israel, Irã e o grupo Hezbollah. Durante a madrugada, forças israelenses realizaram bombardeios ao sul de Beirute, região do Líbano considerada reduto do Hezbollah, organização armada apoiada pelo governo iraniano.

Segundo o Exército de Israel, foram realizados 26 ataques aéreos nos arredores da capital libanesa. As operações tiveram como alvo estruturas descritas pelos militares como centros de comando e depósitos de armas do Hezbollah. Registros visuais divulgados por agências internacionais mostraram explosões e clarões sobre bairros da região.

Ataques iranianos

No mesmo período, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis Kheibar contra a cidade de Tel Aviv, em Israel. A ação foi apresentada pela força militar como parte da 21ª ofensiva da operação chamada “Promessa Verdadeira 4”.

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Segundo comunicado oficial divulgado por autoridades iranianas, mísseis e drones teriam atingido pontos considerados estratégicos no centro da cidade.

Fontes diplomáticas do Catar também informaram que drones iranianos atacaram a base aérea norte-americana de Al Udeid, considerada a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. De acordo com essas informações, não houve registro de feridos.

O Irã também declarou ter atingido a base aérea de Ramat David, em Israel, além de um sistema de radar militar. Autoridades iranianas afirmaram ainda que bases norte-americanas localizadas no Kuwait e em Erbil, no Iraque, foram alvos de ataques.

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Um representante da Guarda Revolucionária declarou que o país avalia utilizar novos armamentos e estratégias militares em resposta ao que classificou como agressões de Israel e dos Estados Unidos. O militar não apresentou detalhes sobre possíveis operações futuras.

Expansão do conflito

O confronto militar chega ao sétimo dia com impactos em diferentes regiões do Oriente Médio. Relatos indicam ataques relacionados ao conflito em países do Golfo, além de registros de incidentes envolvendo Chipre, Turquia e Azerbaijão.

Autoridades iranianas também relataram um episódio no Oceano Índico, onde um submarino dos Estados Unidos teria afundado um navio iraniano próximo ao Sri Lanka.

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Durante um evento realizado em Nova Délhi, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, comentou a posição do governo iraniano diante do conflito. “Esta é uma guerra existencial para o Irã, o que nos deixa sem escolha a não ser responder onde quer que os ataques norte-americanos tenham origem”, declarou.

Na manhã desta sexta-feira, o Hezbollah publicou uma mensagem em hebraico no aplicativo Telegram direcionada à população israelense. O grupo aconselhou moradores de cidades situadas a até cinco quilômetros da fronteira com o Líbano a deixarem essas áreas.

“A agressão de seu Exército contra a soberania libanesa e contra cidadãos pacíficos, a destruição de infraestrutura civil e a campanha de expulsão que está sendo conduzida não ficarão sem resposta”, declarou a organização.

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Vítimas e impactos

Segundo o Crescente Vermelho iraniano, cerca de 1,2 mil pessoas morreram no Irã desde o início das hostilidades há uma semana.

No Líbano, o Ministério da Saúde informou que 123 pessoas morreram e 683 ficaram feridas após os bombardeios israelenses. As autoridades não detalharam quantas das vítimas eram civis ou combatentes.

Até o momento, não houve confirmação oficial de mortes em Israel relacionadas a ataques do Hezbollah.

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Tensões regionais

Na quinta-feira, 5, o governo do Azerbaijão anunciou medidas de retaliação após relatar que quatro drones iranianos cruzaram a fronteira e feriram moradores no enclave de Nakhchivan. O governo iraniano negou envolvimento no incidente.

As hostilidades começaram a se intensificar após 28 de maio, quando Estados Unidos e Israel iniciaram uma série de ataques contra o Irã em meio a disputas relacionadas ao programa nuclear iraniano.

Após as primeiras ofensivas, o governo iraniano iniciou ataques contra bases militares norte-americanas em países como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

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No domingo, 29, meios de comunicação estatais iranianos anunciaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, teria morrido em ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel. Após o anúncio, autoridades iranianas afirmaram que o país prepara uma resposta militar severa.

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