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Irã quer derramar sangue de Trump e judeus, diz aiatolá
Durante a declaração exibida pela emissora oficial, o clérigo afirmou que o país enfrenta um momento decisivo. “Estamos agora à beira de um grande teste”, declarou. Ele acrescentou que a população deveria manter união diante da situação. “Devemos ter o cuidado de preservar plenamente essa unidade, de preservar plenamente essa aliança”, afirmou.
Na sequência da mensagem, Javadi Amoli mencionou confrontos contra adversários do país. “O imã da época diz: ‘Lutem contra a América opressora, o sangue dela está sobre meus ombros’”, declarou.
Reações do governo iraniano
Em declarações divulgadas no mesmo contexto de tensão, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, criticou uma ação militar atribuída aos Estados Unidos. O diplomata afirmou que Washington “lamentará profundamente o precedente que criou” após o ataque que atingiu a fragata iraniana Dena.
Segundo Araghchi, o navio foi atacado por um torpedo em águas internacionais na quarta-feira, 4. O ministro declarou que a embarcação afundou após o ataque e afirmou que a maior parte da tripulação teria morrido.
O chanceler iraniano também afirmou que a operação ocorreu sem aviso prévio. Ele classificou o episódio como “uma atrocidade”.
Conflito
A crise se intensificou após uma série de ataques militares iniciados no sábado, 28, conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel contra alvos no território iraniano. As operações ocorreram após o agravamento das tensões relacionadas ao programa nuclear do Irã.
Após os ataques, o governo iraniano anunciou ações de retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas. Entre os países mencionados estão Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
No domingo, 29, meios de comunicação estatais iranianos informaram que o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, morreu em decorrência dos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, descreveu a operação militar como “a ofensiva mais pesada da história”. O líder afirmou que o país considera responder aos ataques um “direito e dever legítimo”.
Declarações de Trump
Segundo a Oeste, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a possibilidade de novas ações iranianas. Em declaração pública, ele afirmou que os Estados Unidos reagiriam caso o Irã realizasse novos ataques: “É melhor que eles não façam isso”, declarou Trump. “Porque, se fizerem, os atingiremos com uma força nunca antes vista”.
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