igreja perseguida
Jornalista que noticiou massacre de cristãos na Nigéria vai ser julgado por “cibercrime”
“Sou claramente um homem marcado pela implicação do meu julgamento e quero que o governo do Estado de Kaduna seja responsabilizado, caso algum dano aconteça a mim,” disse o jornalista Binniyat à imprensa.

Jornalista que denunciou o governo da Nigéria por conta da negligência diante do massacre aos cristãos, foi preso e será julgado por “cibercrime”. Ou seja, por usar a tecnologia para denunciar as autoridades.
De acordo com informações, o jornalista em questão se chama Luka Binniyat em um artigo de outubro do ano passado, cujo título era: “Na Nigéria, a polícia condena os massacres como ‘perversos’, mas não fazem prisões”.
O artigo foi feito criticando os assassinatos de cristãos das aldeias de Kaduna, por conta da ação dos muçulmanos Fulani.
A crítica do jornalista está relacionada ao Comissário de Segurança Interna do Estado de Kaduna, Samuel Aruwan, por não reconhecer que os cristãos estão sofrendo perseguição religiosa.
O comissário afirma que as tragédias são nada mais que conflitos entre moradores e agricultores, o que não é verdade.
Logo após a publicação de seu artigo, Binniyat foi preso e agora será julgado em 6 de setembro por acusações relacionadas a crimes cibernéticos. O jornalista nega as acusações.
“Sou claramente um homem marcado pela implicação do meu julgamento e quero que o governo do Estado de Kaduna seja responsabilizado, caso algum dano aconteça a mim,” disse Binniyat à imprensa.
O professor de Direito da Universidade Católica, Robert Destro, afirma que a prisão de Binniyat é uma tentativa de calar os jornalistas que falam sobre a perseguição contra os cristãos na Nigéria.
“Nenhum político gosta de críticas, mas a maioria entende que o trabalho de um repórter é encontrar os fatos e relatá-los honestamente”, escreveu Destro em um e-mail para a Catholic News Agency.
“Na Nigéria, a ‘narrativa’ oficial é que os massacres de cristãos em suas casas e igrejas são o resultado de ‘confrontos’ entre pastores de gado pacíficos que foram deslocados de suas pastagens pelas mudanças climáticas, e agricultores que não querem que suas fazendas, aldeias e cidades sejam invadidas pelo gado”, disse Destro.
“A realidade é que cristãos e outros grupos religiosos são atacados, sem provocação ou aviso, por militantes armados que sequestram, estupram, saqueiam e matam. Ao chamar esses ataques de confrontos causados por mudanças climáticas, o governo culpa as vítimas e absolve os agressores, e tem uma desculpa reconhecida internacionalmente para não fazer nada”, acrescentou Destro.

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