igreja perseguida
Justiça anula casamento de menina cristã sequestrada por muçulmano
Arzoo Raja foi sequestrada pelo vizinho e forçada a se casar.
A menina cristã de 13 anos, Arzoo Raja, que foi sequestrada e obrigada a casar com um mulçumano, teve seu casamento anulado nesta segunda-feira (9) por um tribunal superior na província de Sindh, no Paquistão.
Os juízes decidiram que a menor de idade não poderia se casar legalmente com Ali Azhar, de 44 anos, nem voltar com ele. A justiça perguntou para onde ela queria ir, com seus pais ou voltar para o abrigo onde ficou enquanto o caso estava sendo resolvido, ela respondeu que “nenhum dos dois”.
O tribunal não teve outra opção a não ser, manda-la de volta para o abrigo, pois ela teria mais opção de segurança e ensino. Eles ordenaram que somente quem ela desejasse poderia visita-la com exceção de Azhar.
A polícia foi ordenada a abrir um processo contra Azhar contra as leis provinciais do casamento infantil. Os juízes KK Agha e Amjad Ali Sahito, que formam a banca do Tribunal Superior de Sindh, que determinaram aos policiais, devido à idade da garota.
Islã e o casamento
O tribunal ainda não decidiu sobre a conversão da menina ao islã, por isso os defensores dos direitos religiosos estão na esperança de que em duas semanas o tribunal resolva o fato, e mude a sentença final sobre o casamento.
O advogado de Azhar, Ramzan Tabassum, alegou que a menina tinha 18 anos, e mesmo que ela tivesse menos, o casamento seria legítimo de acordo com as leis islâmicas. E acrescentou que a menina era física e mentalmente madura e que o islã, permite que as mulheres se casem na adolescência.
De acordo com o Morning Star News, conselho médico que o tribunal constituiu conjecturou que Arzoo tinha entre 14 e 15 anos. Seus registros no National Database and Registrtion Authority (NADRA) aparecem sua data de nascimento como 31 de julho de 2007, o que faz com que sua idade seja 13 anos.
O pai de Arzoo, Raja Masih havia reportado o desaparecimento da menina em 13 de outubro, porém Azhar havia mostrado para eles uma certidão de casamento islâmica, um certificado de conversão da menina e uma declaração escrita do consentimento dos pais ao casamento.
O caso gerou vários protestos por parte dos cristãos e de grupos de direitos humanos.
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