justiça
Mulher descreve como pastor a teria abusado na adolescência
Em 12 de março de 2025, Robert Morris, fundador da Gateway Church, foi indiciado por um grande júri multicondado em Oklahoma, após as alegações de uma mulher que o acusou de abuso sexual na infância.
Cindy Clemishire, agora com 55 anos e avó de três netos, detalhou o impacto profundo que o abuso teve em sua vida, afirmando que Morris destruiu sua inocência quando ela tinha 12 anos. Ela também declarou que levou toda uma vida para começar a se curar das feridas causadas pelo abuso.
Em depoimento no dia 19 de março, Clemishire, juntamente com outros defensores de sobreviventes de abuso, compareceu à Câmara do Texas para apoiar o Projeto de Lei 748, conhecido como “Lei de Trey”. A legislação visa proibir o uso de acordos de confidencialidade em processos civis envolvendo vítimas de abuso sexual infantil e tráfico.
Clemishire afirmou que os abusos ocorreram entre 1982 e 1987, enquanto Morris, na época um evangelista itinerante casado, a teria abusado sexualmente por vários anos.
A Lei de Trey, nomeada em homenagem a Trey Carlock, visa proteger vítimas de abusos que, como Carlock, foram impedidas de falar sobre seus traumas devido a acordos de confidencialidade. Trey cometeu suicídio em 2019 após assinar um desses acordos com o Kanakuk Kamps, um acampamento cristão.
Seu agressor, Pete Newman, foi condenado por molestar pelo menos 57 vítimas enquanto trabalhava no acampamento, recebendo duas sentenças de prisão perpétua mais 30 anos.
Elizabeth Phillips, irmã de Trey, também testemunhou sobre o impacto devastador que o acordo de confidencialidade teve sobre seu irmão: “Meu irmão se referiu ao acordo como dinheiro de sangue, como se tivesse traído sua própria alma para manter os segredos de Kanakuk, e isso o matou”, afirmou. Phillips fez um apelo emocionado à Legislatura do Texas para que aprovasse a Lei de Trey como uma questão urgente de segurança pública.
A Lei de Trey foi aprovada por unanimidade pelo comitê de Jurisprudência Civil e Judiciária da Câmara do Texas e agora segue para votação na Câmara dos Representantes. Se aprovada, o projeto de lei precisará da aprovação do Senado e do governador do Texas para se tornar lei, segundo informações do portal The Christian Post.
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