sociedade
Netanyahu após reunião de estratégia com o Irã: acordo nuclear não vale nada
“Com ou sem acordo, faremos de tudo para que o Irã não esteja armado com armas nucleares”.
Para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, os esforços para que o Irã volte ao acordo nuclear não valem de nada e Israel deverá fazer de tudo para impedir que o regime islâmico de alcançar a capacidade para ter armas nucleares.
“Israel não está depositando suas esperanças em um acordo com um regime extremista como [o Irã]. Já vimos quanto valem esses acordos … com a Coreia do Norte ”, disse Netanyahu em um serviço memorial para a Batalha de Tel Hai, de 1920.
“Com ou sem um acordo”, acrescentou ele, “faremos tudo para que [o Irã não] esteja armado com armas nucleares”.
De acordo com o Jerusalém Post, o premiê os esforços para que o Irã retome o acordo nuclear não impedirão que o regime totalitário busque capacidade bélica nuclear, o que preocupa muito o Estado de Israel.
Ao se referir a hitória de Purim, que começa na próxima quinta, Netanyahu lembrou que “2.500 anos atrás, um opressor persa tentou destruir o povo judeu, e assim como ele falhou, você falhará hoje… Não fizemos uma jornada de milhares de anos para retornar à Terra de Israel, a fim de permitir que o regime delirante dos aiatolás terminasse a história do renascimento do povo judeu.”
A declaração do primeiro-ministro aconteceu um dia depois de se reunir com o ministro da Defesa, Benny Grantz, o ministro das Relações Exteriores, Gabi Ashkenazi, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel, Aviv Kochavi Mossad, além do conselheiro de segurança nacional Meir Ben-Shabbat e o embaixador nos Estados Unidos, Gilad Erdan, entre outros.
Os esforços do novo governo dos Estados Unidos para retomar um diálogo com o Irã e avançar na retomada do acordo desagrada Israel. Autoridades em Washington pediram ao Irã que volte a cumprir o acordo antes que os EUA retirem as sanções.
As autoridades de Israel estão divididas sobre qual deve ser a postura de Israel em relação aos Estados Unidos, já que não é de interesse do país do Oriente Médio que os americanos voltem para o acordo que vem sendo desrespeitado pelo Irã.
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