opinião
O Brasil precisa de líderes íntegros e leais
Um desafio que envolve toda a sociedade, inclusive igrejas.
O caminho para o Brasil superar a crise ética e moral que vivemos passa pela formação de novos líderes.
Esse é um desafio que envolve todas as esferas da sociedade, inclusive as igrejas evangélicas, que se veem diante da necessidade de levantar uma nova geração de líderes íntegros e leais.
Comentei aqui mesmo, em um artigo anterior, sobre “A importância de influenciarmos as próximas gerações”, lembrando que é inegável que com a idade podemos usufruir de muita experiência.
Não que isso signifique dizer que todos os idosos são líderes experientes, íntegros e leais. Afinal, Rui Barbosa nos advertiu que os cabelos brancos não significam nada.
“Não se deixem enganar pelos cabelos brancos, pois os canalhas também envelhecem”, disse o pai da Constituição de 1891.
Mas este aspecto – de valorizarmos a experiência – pode ser fundamental para a formação de novos líderes, o que torna o papel dos idosos de maior importância.
Isso também é o que mais nos desafia como vocacionados para o exercício da liderança eclesiástica: precisamos formar sucessores.
Outra questão fundamental, diz respeito à necessidade de haver líderes íntegros e leais. Liderar tem mais haver com o exemplo, atitude e testemunho.
Como disse o escritor John Oswald Sanders: “Os grandes líderes que mudaram a direção dos eventos, em épocas de decadência espiritual, e nacional, têm sido pessoas capazes de indignar-se contra as injustiças e abusos que desonram a Deus e escravizam os homens”.
Assim como o mundo, a Igreja busca por líderes capacitados e de posição firme, capazes de engajar e promover a unidade em prol do crescimento de todos.
Em nosso ministério utilizamos um lema que considero fundamental para a formação de novos líderes: unidade, hierarquia e disciplina.
Quando promovemos a unidade, de forma que a hierarquia seja respeitada, passamos a ter pessoas disciplinadas somando forças conosco.
A unidade diz da qualidade ser um, único em prol de um só propósito comum, que no meio eclesiástico diz respeito ao Reino de Deus.
Enquanto que a hierarquia, o segundo pilar de nosso lema, vai muito além de um organograma institucional. Fala sobre a organização fundada sobre uma ordem de prioridades.
No momento em que reconheço as prioridades, me torno submisso aos líderes levantados como guias para as nossas vidas.
Por fim, temos a disciplina, que aponta para a obediência as regras, a integridade no serviço e a lealdade com os superiores e subordinados.
Contudo, o que diz respeito à liderança cristã, é indispensável o desejo de servir.
Jesus mesmo nos ensinou, dizendo: “O maior entre vocês deverá ser servo” (Mateus 23.11). Somente assim será possível liderar pelo bom exemplo.
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