vida cristã
Pais usam a fé para levar “cura” para cidade em meio ao aumento da violência
Aumento da violência em Chicago causa maior número de mortes já visto no último século.
De acordo com dados recentemente divulgados do Cook County Medical Examiner’s Office, o ano de 2021 foi o ano mais violento que Chicago, Estados Unidos, experienciou desde o começo do século XXI, com 820 homicídios registrados na cidade, o maior número de homicídios desde 1995.
“Todos sabemos que este foi um ano desafiador aqui na cidade de Chicago. Muitas famílias estão se recuperando da perda de entes queridos devido à violência armada sem sentido. Muitos moradores estão lidando com os efeitos dessa onda de trauma devido ao crime em nossa comunidade”, disse o superintendente da polícia David Brown.
Em novembro, o Gabinete do Legista do Condado de Cook emitiu um relatório confirmando que o número de homicídios no condado havia passado de 1.000 até o Dia de Ação de Graças, marcando o maior número de assassinatos no condado desde 1994, quando foram registrados 1.141 homicídios.
“Em um certo ponto, como as mães podem estar de luto e as famílias estão de luto, os pais estão de luto semana após semana? Este é o verdadeiro desafio que estamos tendo, e o impacto emocional em nós é simplesmente inacreditável”, disse o pastor Isaac Paintsil, chefe dos Ministérios do Oásis de Cristo, uma congregação de Chicago.
Sylvia Bennett-Stone, diretora executiva do Voices of Black Mothers United, uma organização que busca curar comunidades cheias de crimes, cuja filha foi morta em um fogo cruzado em 2004, disse que a organização estava no processo de criar um novo capítulo em Chicago.
Segundo The Christian Post, a organização é supervisionada por mães negras e líderes comunitários, e é apoiada pelo Woodson Center, uma organização sem fins lucrativos que se concentra em melhorar bairros de baixa renda. Segundo Bennett-Stone, as casas de culto têm um papel a desempenhar no combate à violência, enfatizando que “precisam sair das paredes”.
“Perdemos filhos para a violência, mas também somos mães que estão curadas. E acreditamos, acreditamos totalmente que se as mães se curam, então as famílias se curam. E se a família se cura, então a comunidade se cura”, afirmou.
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