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Pastora metodista manda pintar degraus de igreja nas cores LGBT

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Pastora metodista manda pintar degraus de igreja nas cores LGBT
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A Igreja Metodista Unida Oak Lawn, localizada em Dallas, no Texas, pintou os degraus de sua entrada com as cores do arco-íris, em meio ao debate estadual sobre o uso de símbolos LGBT em espaços públicos. A iniciativa surgiu após a diretriz do governador Greg Abbott, que determinou a suspensão de repasses financeiros a cidades e condados que mantêm faixas de pedestres com as cores do arco-íris.

Em comunicado, a congregação — que se descreve como “inclusiva” — afirmou que a pintura foi realizada como “uma declaração de segurança e dignidade” para pessoas LGBTQIA+, e não como um ato político. “Estamos pintando nossos degraus com as cores do arco-íris porque silêncio não é amor”, escreveu a igreja em publicação nas redes sociais. “Queremos que cada pessoa que passar por aqui saiba: você está segura, é vista e é amada por Deus”.

Ato simbólico

A pastora Rachel Griffin-Allison definiu a pintura como “um ato de resistência sagrada” diante do cenário político atual. Em entrevista à imprensa local, afirmou que a ação representa “um testemunho visível do evangelho que pregamos: que cada pessoa é criada à imagem de Deus e digna de segurança, dignidade e pertencimento.”

Os trabalhos foram conduzidos por voluntários da congregação, sob coordenação de Robert Garcia Sr., que explicou que o processo levará cerca de duas semanas, incluindo várias demãos de tinta e a aplicação de camada antiderrapante.

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O governador Greg Abbott, por sua vez, justificou a determinação estadual alegando que recursos públicos não devem financiar agendas políticas. “Os texanos esperam que o dinheiro dos contribuintes seja usado com sabedoria, não para promover mensagens políticas nas estradas do Texas”, declarou. Segundo o Departamento de Transporte do Texas (TxDOT), marcações não padronizadas “podem causar confusão e comprometer a segurança viária.”

Disputa na denominação

A medida da igreja texana ocorre em meio a anos de divisão interna na Igreja Metodista Unida (UMC), marcada por debates sobre sexualidade e ordenação pastoral. Em abril de 2024, a Conferência Geral da UMC votou pela revogação da proibição à ordenação de pastores em relacionamentos homoafetivos, encerrando uma restrição vigente desde 1984. A decisão foi aprovada por 692 votos a favor e 51 contrários, e também removeu sanções contra pastores que realizam casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

No entanto, a posição não é unânime em toda a denominação. O Colégio de Bispos da UMC África reafirmou em comunicado que “o casamento deve ser definido como a união entre um homem e uma mulher”, citando fundamentos bíblicos, tradições regionais e legislações nacionais. “Continuamos comprometidos em praticar e ensinar uma ética sexual cristã holística, enraizada nas Escrituras e no discipulado”, escreveram os líderes africanos.

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Enquanto isso, a Oak Lawn UMC mantém sua atuação como uma das vozes progressistas do movimento, defendendo acolhimento, inclusão e liberdade religiosa. “Nosso papel é proclamar o amor de Cristo por todos”, declarou a pastora Griffin-Allison. “Mesmo quando o contexto político tenta nos silenciar, continuaremos afirmando que o amor de Deus é maior que qualquer decreto”.

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