opinião
Reflexões de uma galinha convertidinha
Uma vez mais o Reino de Deus sofre uma rajada de ataques diretamente do inferno. A origem não poderia ser mais original, o “Grande Império Midiático”. A protagonista deste achincalhe é uma inofensiva “galinha” (subjetivando nós, membros da Igreja de Cristo) e, atribuindo a ela, as ações que são comuns àqueles que procuram servir ao Evangelho, tais como: orar, cultuar, louvar, expulsar demônios e etc.
Caricaturas e abomináveis excessos e deturpações à parte, tenho que concordar com a vinheta. A vida nos ensina que precisamos aprender com o erro dos outros e não repeti-los. Quando Jesus ensinava, a Bíblia diz que era notória sua pedagogia, completamente diferente dos Escribas e Fariseus (grupos religiosos judaicos).
Sabe por que? Porque o Mestre ensinava como “tendo autoridade”. Mt 7.28-29
“Quando Jesus acabou de pronunciar estas palavras, estavam as multidões atônitas com o seu ensino. Porque Ele as ensinava como quem tem autoridade, e não como os mestres da lei. “
Aqui está a chave do contraste dos Seus ensinamentos, “autoridade”. A autoridade não é imposta, é adquirida pela seriedade, zelo e respeito àquilo que se ensina. Infelizmente, nesta caricatura da galinha convertidinha, está explicita a leitura que o mundo faz da igreja vista de fora.
É triste amargar a situação que nos encontramos como Noiva de Cristo. É mais cômodo jogar na conta de satanás e dos “evangelicofóbicos” o ódio de nos vermos no desenho. Ora como uma inofensiva ovelhinha sendo expropriada, aviltada e assaltada em nome de Deus, ora como expectadores de um pastor performático que, por falta de unção acredita que berrando e nos acusando seremos convencidos, ora como financiadores e sustentadores de televangelistas midiáticos egocêntricos que não estão nem um pouco preocupados com “conversão” das almas, mas sim de uma massa de manobra aterrorizada psicologicamente com a doutrina da barganha pronta para obedecê-los e engordá-los.
Realmente este desenho é profético. O final da vinheta é ainda mais chocante e verdadeira, o locutor alfineta nossa falta de amor ao próximo confrontando uma “galinha pretinha” , claramente exteriotipada como seguidora de uma religião afrodescendente, dizendo que “são da mesma espécie mas não se bicam”.
Deixo registrado aqui minha revolta contra este desenho da Galinha Convertidinha, revolta de não poder abrir os olhos de tantas outras galinhas neste galinheiro de perdidos.
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