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Tarcísio diz que bets podem acabar com o Brasil: ‘Problema de saúde’

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Tarcísio diz que bets podem acabar com o Brasil: 'Problema de saúde'
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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez duras críticas ao avanço das apostas on-line no Brasil durante participação no evento “Diálogos da Saúde”, promovido pelo Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo em parceria com a Fesaúde, nesta segunda-feira (17). Para ele, o fenômeno já configura uma questão de saúde pública.

O governador comparou a necessidade de combate às bets às políticas públicas implementadas nas últimas décadas para reduzir o consumo de cigarros. Ele avaliou que o desafio atual pode ser ainda mais complexo do que o enfrentado na guerra contra o tabagismo.

“Será que nós vamos conseguir ser efetivos para livrar as pessoas das bets? […] Talvez os desafios agora sejam maiores do que eram os desafios do tabaco”, afirmou Tarcísio.

Durante sua fala, o governador alertou que uma fatia considerável da renda dos brasileiros estaria sendo destinada a jogos de aposta. Ele também mencionou impactos negativos sobre a produtividade no trabalho e citou que empresas já estão recorrendo a terapias para auxiliar funcionários afetados pelo problema.

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“20%, 25% [da renda dos brasileiros] estão comprometidos com bets. As pessoas estão jogando, as empresas estão investindo em terapia para seus funcionários, porque isso está drenando a produtividade”, declarou.


Tarcísio defende abordagem de saúde pública

Na avaliação do governador, o tema exige uma abordagem ampla e sistêmica do poder público. “Ou o Brasil acaba com as bets, ou as bets acabam com o Brasil”, resumiu.

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Questionado sobre suas prioridades para um eventual segundo mandato, Tarcísio afirmou que a saúde mental ocupará lugar de destaque em seu plano de governo. Ele declarou que, se reeleito, pretende estruturar um programa voltado à saúde mental na rede pública.

“A gente tem que entender que isso é um problema de saúde, e a gente precisa de um grande programa de saúde mental. E esse programa precisa ser acessível”, concluiu. Com: Oeste.

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