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Trump evitou o pior, diz jornalista sobre veto à morte do ditador do Irã
Relatos divulgados pelas agências Reuters e France-Presse neste fim de semana indicam que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria rejeitado um plano israelense que visava eliminar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. A informação foi atribuída a fontes do alto escalão do governo norte-americano, ouvidas sob condição de anonimato.
De acordo com esses funcionários, autoridades de Israel teriam identificado recentemente uma oportunidade de executar Khamenei, mas foram aconselhadas pelo presidente dos Estados Unidos a abandonar a ação. Um dos relatos citados afirmou: “Os iranianos já mataram algum americano? Não. Até que o façam, não vamos nem falar em ir atrás de sua liderança política.”
Ainda segundo as fontes, não está claro se o veto foi comunicado diretamente por Trump, embora ele mantenha comunicação constante com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Os contatos entre os dois países teriam se intensificado desde o início do atual conflito na madrugada de sexta-feira, 13 de junho.
O jornalista brasileiro Paulo Figueiredo, residente nos Estados Unidos, reagiu publicamente à informação, afirmando que a decisão atribuída a Trump poderia ter evitado uma escalada militar de grandes proporções. Em publicação na rede social X, ele escreveu: “Ele pode ter evitado com isso um dos maiores conflitos dos nossos tempos”.
Escalada no conflito
Apesar do recuo no plano contra Khamenei, a tensão entre Israel e Irã se intensificou no domingo, 15 de junho, com ataques israelenses em território iraniano. De acordo com fontes militares, instalações militares e depósitos de combustível foram atingidos, incluindo infraestruturas utilizadas para armazenar mísseis no oeste do país.
Entre os alvos, o Aeroporto de Mashhad foi atingido, resultando na destruição de um avião de reabastecimento iraniano. Outro alvo foi a sede da Organização de Inovação e Pesquisa em Defesa, ligada ao programa nuclear do Irã. Essa entidade é descrita por analistas ocidentais como o núcleo do projeto iraniano para o desenvolvimento de armas nucleares.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou Israel de atacar de forma “deliberada” um edifício residencial em Teerã, onde cinco pessoas morreram, segundo a televisão estatal iraniana. O ataque também teria deixado vários feridos.
A agência de notícias oficial IRNA informou a morte do chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Mohammad Kazemi, e de outros dois oficiais durante os bombardeios.
“Israel não será habitável”
Ainda no domingo, o coronel Reza Sayyad, porta-voz das Forças Armadas iranianas, declarou que a resposta de Teerã será “devastadora” e alertou: “Em breve, Israel não será habitável.” A declaração foi transmitida por meios de comunicação estatais.
Poucas horas após os bombardeios israelenses, o Irã lançou quatro rodadas de mísseis contra cidades israelenses, segundo informações do Exército de Israel. Os alvos incluíram Tel-Aviv, Jerusalém e Haifa. Conforme os serviços de emergência, os ataques deixaram 24 civis mortos e mais de 500 feridos.
Em entrevista à rede Fox News, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que os ataques de Israel contra o Irã foram motivados por preocupações com a segurança nacional e global. “Nosso foco de ataque foram localidades nucleares e militares. O deles foram espaços onde há civis israelenses”, declarou.
Considerações e contexto
As recentes hostilidades ocorrem em meio a anos de tensão entre Irã e Israel, agravadas pelas suspeitas de que Teerã estaria próximo de desenvolver uma bomba nuclear. Desde o início da década de 2000, o programa atômico iraniano tem sido alvo de sanções internacionais e investigações por parte da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Difícil mesmo é acreditar no que a Reuters diz.
— George Henrique (@george1BR2) June 15, 2025
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