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André Mendonça adota colete à prova de balas durante sermões
A Polícia Judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) consultou o gabinete do ministro André Mendonça sobre a possibilidade de ampliar o esquema de segurança destinado ao magistrado. A proposta em análise prevê que a proteção também seja estendida à esposa e aos filhos do ministro.
Atualmente, o esquema de segurança segue o mesmo padrão aplicado aos demais integrantes da Corte e contempla apenas o próprio ministro. A nova avaliação considera a possibilidade de que agentes passem a acompanhar os deslocamentos de familiares diretos de Mendonça.
Segundo informações de pessoas próximas ao gabinete, o ministro tende a concordar com a ampliação da proteção caso a medida seja considerada viável pelas áreas responsáveis pela segurança institucional.
Mendonça já adotou precauções adicionais em determinadas ocasiões públicas. Em algumas pregações realizadas na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo, onde atua como pastor-adjunto, o ministro utilizou colete à prova de balas durante suas participações.
Investigações em andamento
O ministro André Mendonça é relator de processos de grande repercussão no Supremo Tribunal Federal, entre eles investigações relacionadas ao Banco Master e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Em decisão recente no processo envolvendo o banco, Mendonça determinou a prisão do empresário Daniel Vorcaro. No despacho, o ministro mencionou a existência de indícios da atuação de uma organização criminosa.
Segundo a decisão judicial, o grupo investigado teria operado com características semelhantes às de uma estrutura paralela de intimidação, descrita no processo como uma espécie de “milícia privada”.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal, a organização — identificada nas apurações como “A Turma” — teria utilizado práticas de monitoramento ilegal e intimidação contra autoridades públicas, jornalistas e adversários.
Relatórios obtidos durante a investigação também apontam que interceptações telefônicas registraram ordens para agressões físicas contra críticos do grupo, segundo a Oeste.
Avaliação de segurança
Diante das informações reunidas no processo e do perfil do grupo investigado, a Polícia Judicial do STF passou a avaliar a necessidade de reforçar o esquema de segurança destinado ao ministro.
A análise considera a possibilidade de ampliar a proteção não apenas ao relator do caso, mas também a familiares próximos, como forma de prevenir riscos relacionados ao andamento das investigações.
O Supremo Tribunal Federal não divulgou detalhes adicionais sobre o possível novo protocolo de segurança. A eventual ampliação da proteção depende de avaliação técnica das equipes responsáveis pela segurança institucional da Corte.
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