vida cristã
‘Batistas não têm a prática’, diz pastor sobre falar em línguas
O pastor Raphael Abdalla abordou um tema frequentemente levantado por evangélicos de outras denominações ao explicar por que os batistas não praticam o falar em línguas.
Presidente da Convenção Batista Brasileira, Abdalla afirmou que a questão está relacionada à doutrina adotada pelas igrejas batistas tradicionais. “Os batistas acreditam nos dons espirituais, os batistas não têm a prática da glossolalia, não têm a prática de falar aquilo que ficou conhecido como línguas estranhas”, declarou.
O líder também explicou o entendimento batista sobre o batismo no Espírito Santo. Segundo ele, a doutrina ensina que a salvação ocorre como um ato único, no qual o crente recebe o Espírito Santo.
“A salvação é um ato. No ato da salvação, o crente recebe o Espírito Santo. Então, para nós, o batismo no Espírito Santo se dá exatamente quando a pessoa é salva”, afirmou. Ele acrescentou que, a partir desse momento, inicia-se um processo contínuo de santificação na vida do cristão.
“No processo de santificação, a relação com o Espírito Santo continua de uma forma muito intensa, mas agora não para recebê-lo, mas se encher dEle”, explicou.
Abdalla também destacou que, dentro da doutrina batista, o falar em línguas não é associado ao batismo no Espírito Santo. “Resumindo, nós, na nossa linha de doutrina, não associamos o falar em línguas com o batismo do Espírito Santo. Para nós, o Espírito Santo é recebido pelo crente na sua conversão, um ato”, disse.
O pastor comentou ainda críticas de que batistas não creriam no Espírito Santo por não adotarem práticas comuns em igrejas pentecostais. Ele rebateu essa interpretação e afirmou que a presença do Espírito Santo não deve ser vinculada a manifestações externas.
“Mas nós respeitamos profundamente quem pensa diferente”, declarou. Abdalla acrescentou que mantém relacionamento com igrejas de diferentes tradições. “Prego em igrejas pentecostais e sou recebido com muito respeito. Pregadores pentecostais pregam no púlpito da minha igreja, batista, e respeitam a nossa doutrina”, afirmou.
Ao concluir, ele destacou a importância da unidade entre os cristãos. “Estou convicto que existem muito mais coisas que nos aproximam do que coisas que nos separam”, declarou, de acordo com o Pleno News.
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