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Batistas consolidam rejeição ao ministério pastoral feminino
Votação da denominação registrou ampla maioria contra mulheres pastoras

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Batistas consolidam rejeição ao ministério pastoral feminino
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Os delegados da Convenção Batista do Sul (SBC) aprovaram uma proposta de emenda constitucional que reforça a proibição de mulheres exercerem funções pastorais na denominação. A votação ocorreu durante a Assembleia Anual realizada em Orlando, na Flórida, e representa uma importante vitória para grupos conservadores da convenção.

Conhecida como “Emenda da Verdade e da Unidade”, a proposta foi apresentada por Albert Mohler Jr. e recebeu 6.028 votos favoráveis e 2.026 contrários, alcançando 74,66% de aprovação, percentual superior aos dois terços exigidos para mudanças constitucionais. A medida ainda precisará ser aprovada novamente na reunião anual de 2027 para ser incorporada oficialmente à constituição da SBC.

A emenda estabelece um novo requisito para que igrejas mantenham cooperação formal com a denominação. Pelo texto, uma igreja não poderá afirmar, nomear ou apoiar uma mulher para exercer a função de pastora, presbítera ou supervisora, incluindo a pregação à congregação reunida.

A votação ocorreu após um breve debate que evidenciou divergências sobre os limites da autoridade da convenção nacional em relação à autonomia das igrejas locais.

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Entre os opositores da proposta, o pastor Doug Mize argumentou que a medida era desnecessária, uma vez que a Declaração de Fé Batista já estabelece que o ofício pastoral é reservado aos homens. Segundo ele, os mecanismos existentes já permitem lidar com situações envolvendo igrejas que adotam práticas diferentes.

Os defensores da emenda sustentaram que a mudança oferece maior clareza doutrinária em um momento de intensos debates culturais sobre identidade de gênero e liderança eclesiástica.

O pastor Colin Smothers afirmou que a proposta é fiel às Escrituras e reforça o compromisso da denominação com o que considera ser a ordem bíblica para o ministério pastoral. Após sua manifestação, o debate foi encerrado e a proposta seguiu para votação.

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Durante a sessão, um mensageiro questionou se a emenda poderia afetar mulheres que atualmente atuam como professoras, diretoras de ministérios ou missionárias. De acordo com o The Christian Post, o presidente da SBC, Clint Pressley, respondeu apenas que “a emenda diz o que diz”.

Antes da assembleia, Mohler havia defendido publicamente a proposta em um vídeo divulgado na internet. Segundo ele, a medida é necessária para evitar disputas recorrentes sobre o tema e seguir o modelo adotado anteriormente pela SBC em questões relacionadas à ética sexual. O líder afirmou que definições claras na constituição ajudam a preservar a unidade doutrinária da denominação.

A aprovação deste ano ocorre após uma tentativa semelhante fracassar em 2025. Na ocasião, a proposta recebeu maioria simples, mas não alcançou o percentual mínimo de dois terços exigido para alterações constitucionais.

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Entre os críticos da iniciativa estava o pastor James Goforth, que argumentou no ano passado que a medida poderia enfraquecer a tradicional autonomia das igrejas batistas locais. Embora afirme apoiar a restrição do pastorado aos homens, ele avaliou que a proposta ampliaria excessivamente a atuação da convenção sobre as congregações filiadas.

Para permitir a votação ainda neste ano, os delegados aprovaram previamente a suspensão de uma regra interna que adiaria a análise da emenda para a próxima assembleia. Com isso, a proposta recebeu sua primeira aprovação formal em Orlando e seguirá para uma segunda votação decisiva na reunião anual do próximo ano.

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