sociedade
Bolsonaro visita família que fugiu da Venezuela socialista
Presidente voltou a alertar sobre risco de o Brasil seguir o mesmo caminho.
O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), visitou neste sábado (10) uma comunidade perto de Brasília, onde esteve com uma família de venezuelanas que fugiram do regime socialista de Nicolas Maduro para não morrer de fome.
Na visita, o presidente apontou os riscos do Brasil chegar a se tornar uma ditadura como a Venezuela, lembrando ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está sendo beneficiado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apoia o regime de Nicolas Maduro.
Bolsonaro aproveitou ainda para criticar as medidas draconianas impostas por governadores e prefeitos e que estão levando o país a uma grave crise econômica, gerando um aumento na pobreza. O presidente também criticou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que chamou de “patife”.
O presidente visitou o bairro Morro da Cruz, em São Sebastião (DF), comunidade perto de Brasília, e entrou na casa onde venezuelanas estão abrigadas. A elas, Bolsonaro disse que “o Brasil não vai virar uma Venezuela” e reforçou que as Forças Armadas estão no lado do povo brasileiro.
“Nós amamos os venezuelanos, são tratados da melhor forma possível. Você quer que a sua família um dia saia do Brasil e vá para outro país para fugir de um regime autoritário? Vocês estão tendo uma experiência do que é ditadura com essa política do fica em casa, toque de recolher, não pode ir à praia, não pode fazer mais nada. Não é para salvar você. É uma política para sufocar a economia e acabar com o Brasil de vez”, completou Bolsonaro.
Ele lembrou que frequentemente opositores o chamam de “ditador” e estes são os mesmos que apoiam o regime de Nicolas Maduro e acham “bonito o que está acontecendo na Venezuela. “Não teve um momento que eu fugisse das quatro linhas da Constituição. Os que me acusam fogem. Vocês vêm da Venezuela para cá, mas ninguém vai do Brasil para a Venezuela”, completou.
Jair Bolsonaro também criticou o Supremo, que mais uma vez reforçou a decisão de dar poderes aos governadores e prefeitos para decidirem sobre medidas de isolamento social, classificando como “absurdo” a decisão da Corte de permitir que estados e municípios proíbam atividades religiosas.
Ainda de acordo com ele, as restrições ao comércio imposta pelos governadores é uma forma de “empobrecer a população para depois dominá-la”.
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