vida cristã
Casal missionário serve na Ucrânia em frentes de guerra
Missionário aponta que maior vítima da guerra pode ser a estrutura da família.
Quando a guerra eclodiu na Ucrânia em fevereiro de 2022, o missionário de longa data da Assembleia de Deus (AG) l na Ucrânia, Gerald L. Dollar, decidiu ficar em Kyiv, determinado a permanecer com o povo ucraniano em seu momento mais difícil e logo se viu no meio do perigo.
Desse modo, em poucos dias, com foguetes caindo e soldados acampando próximo ao seu bairro, Gerald e sua esposa, Jane, continuaram a servir refugiados, civis e soldados ucranianos em duas frentes distintas, ele em Kyiv e ela na Polônia.
Segundo Gerald, a igreja Pentecostal na Ucrânia é numerosa, então quando a guerra eclodiu em 2022, eles já tinham redes de ajuda para exercer a capelania e ministrar aos refugiados. A igreja estava envolvida na assistência desde que a guerra no leste da Ucrânia começou, em 2014.
Nesse sentido, sua esposa, Jane, mudou-se para a Polônia com a filha, com a intenção de voar para Missouri, para ficar com seus pais. No entanto, após receber diversos pedidos de ajuda de pessoas a caminho da fronteira ocidental, Jane decidiu ficar e ajudar. Ela ajudou a liderar a equipe AG e os cristãos locais em um centro de refugiados.
Portanto, eles estabeleceram uma base em um prédio de escritórios de três andares em Katowice e ajudaram cerca de 800 famílias a encontrar moradia. Enquanto isso, igrejas pentecostais próximas à zona de batalha enviavam vans para áreas perigosas para entregar ajuda e resgatar pessoas sob ataque.
“Nós os colocamos em segurança, compartilhamos o amor de Jesus, lidamos com eles física, emocional e espiritualmente, e os estabilizamos. Então, começamos com seus documentos e encontramos famílias anfitriãs para eles no Reino Unido”, diz ela.
Por fim, uma igreja local retirou mais de 2.500 pessoas de uma área extremamente perigosa. Gerald forneceu uma ligação entre o apoio financeiro dos Estados Unidos através das Missões Mundiais AG, que ele afirma ter feito muito para ajudar. Ele também revela que a longo prazo, a maior vítima da guerra pode ser a estrutura da família.
“Milhões de mulheres e crianças deixaram o país enquanto milhões de homens não puderam. As famílias foram dilaceradas. As crianças não viram seus pais, as esposas não vivem no mesmo país que seus maridos. Vai ser preciso muita cura e ministério. As oportunidades de restauração vão ser enormes saindo disto”, concluiu ele.
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