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Médicos questionam gestão da pandemia: ‘Estratégia baseada no medo’
O deputado federal e ex-ministro da Cidadania Osmar Terra e o médico Alberto Zeballos participaram, nesta quarta-feira (5), do Jornal da Oeste Primeira Edição e fizeram duras críticas à condução da pandemia de covid-19. Ambos defenderam a revisão de decisões tomadas por autoridades sanitárias e pelo Judiciário, afirmando que medidas como o isolamento social prolongado e a vacinação em massa geraram efeitos negativos que ainda se fazem sentir no Brasil.
Zeballos afirmou que muitos profissionais que se diziam alinhados à ciência apenas repetiam orientações do então diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Anthony Fauci. “Eles representavam, eles eram papagaios do Antônio Fauci e não faziam a menor reflexão. Não tinha nada de ciência nisso”, declarou.
Hipótese do vazamento de laboratório
O médico também retomou a tese de que o coronavírus pode ter escapado de um laboratório em Wuhan. Ele apontou a proximidade entre um centro de pesquisas chinês e o mercado inicialmente apontado como origem do surto como um fator que reforçaria essa possibilidade. “Achei muito mais fácil a possibilidade de ter ocorrido um acidente do que propriamente uma evolução.”
Zeballos mencionou estudos, documentos e declarações que sustentariam a hipótese de que o vírus vinha sendo pesquisado há décadas, além de citar trocas de mensagens entre Jeffrey Epstein e Bill Gates. Ele ponderou que eventos anteriores à pandemia teriam funcionado como ensaios para a crise sanitária.
Defesa de corticoides e resistência à checagem
O médico relatou ter enfrentado resistência ao defender tanto a hipótese do vazamento quanto o tratamento precoce com corticoides. “Os checadores falaram que não é verdade que o vírus saiu do laboratório, como afirma o médico”, disse. Segundo ele, o uso de corticoides apresentou “resultados excelentes” no combate à inflamação causada pela doença.
Osmar Terra critica pânico e isolamento
Para Terra, o enfrentamento à pandemia foi baseado em uma estratégia de medo. “Não se faz combate à pandemia com a população em pânico”, declarou. Ele avaliou que o isolamento social perdeu eficácia porque grande parte dos trabalhadores continuou circulando diariamente.
O ex-ministro também criticou projeções que previam restrições por até 18 meses até o desenvolvimento de uma vacina. “Isso é um absurdo, isso não existe”, afirmou, classificando o cenário como inviável do ponto de vista econômico e social.
Defesa da atuação de Bolsonaro e críticas ao STF
Terra voltou a defender a atuação do então presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia e responsabilizou o Supremo Tribunal Federal (STF) pela descentralização das decisões. “O STF entrou nessa onda da ignorância e chegou a tirar o poder do presidente Bolsonaro de coordenar as ações, as estratégias de combate à covid.”
Ele atribuiu a queda no número de mortes em 2021 à imunidade natural da população. Citou o pico de 4,3 mil mortes em 6 de abril daquele ano e afirmou que apenas 1,6% dos brasileiros estavam completamente vacinados na data. “Quem diminuiu a contaminação foi a imunidade natural ou foi a vacina com 1,6%? Isso não existe, era só pegar os dados.”
CPI da Covid foi “uma piada”
Ao comentar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, instalada no Senado em 2021, Terra classificou os trabalhos como inúteis e afirmou que o objetivo era responsabilizar politicamente Bolsonaro. “A CPI da Covid foi uma piada”, resumiu. Com: Oeste.
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