estudos bíblicos
Dádivas, privilégios e responsabilidades na Nova Aliança
A supremacia de Cristo

Responsabilidades da Nova Aliança
O conceito de aliança implica responsabilidade
Creio que aqui é o momento mais que oportuno para definir o conceito de aliança, nos termos teológicos como estamos tomando por todo este trimestre. A origem da palavra “aliança” é a mesma de “acordo” ou “testamento”, e segundo o Dicionário Ilustrado da Bíblia, aliança é um “acordo entre duas pessoas ou dois grupos envolvendo promessas de ambas as partes”, todavia, com uma ressalva: “implica em muito mais do que um mero contrato ou acordo (…), mas uma aliança que abrange todo o ser do indivíduo” (2).
Ou seja, na aliança firmada entre Deus e os homens, há promessas e responsabilidades de ambas as partes, mas não só um compromisso de palavras ou troca de favores (se assim podemos dizer), mas o próprio ser, a própria integridade, o próprio caráter, a própria essência de Deus e dos homens estão envolvidos no pacto.
Jesus disse que a quem muito é dado, muito será cobrado, e a quem muito se confiou, muito mais se lhe pedirá (Lc 12.48). Não nos foram dadas promessas maiores na Nova Aliança do que aos judeus na Antiga Aliança? Já vimos ao longo deste trimestre que sim, a Nova Aliança traz promessas superiores. Sendo assim, como bem diz Paulo aos gentios de Roma, “não se orgulhe, mas tema” (Rm 11.20). Tão grande é a responsabilidade do crente na Nova Aliança que o autor de Hebreus diz em demoradas palavras:
“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, Mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários. Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia, só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue da aliança com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça? Porque bem conhecemos aquele que disse: Minha é a vingança, eu darei a recompensa, diz o Senhor. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo” (Hb 10.26-30).
E então o autor conclui:
“Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (v. 31)
Desde que cumpramos nossa parte no acordo, Deus está disposto – e é poderoso – a levar-nos muito mais longe do que levou os antigos patriarcas e profetas. Todavia, que Deus ache em nós o que achou em Noé: prontidão e retidão; o que achou em Abraão: fé e obediência; o que achou em Moisés: renúncia e fidelidade; o que achou em Davi: paixão e quebrantamento; o que achou em Pedro: ousadia e arrependimento; o que achou em Paulo: serviço e perseverança.
Não existe salvação incondicional nem segurança incondicional para o crente
Nem a salvação é incondicional, nem as recompensas são incondicionais. Tudo tem uma condição, e resume-se em pelo menos três pontos no décimo capítulo de Hebreus:
Vigilância, para não deixar-se apartar do Deus vivo seduzido pelo mundo ou pelos enganos das heresias
Confiança, para aproximar-se de Deus (na Palavra e na oração)
Perseverança, para não recuar da fé outrora abraçada – o que seria trágico para o crente! Aliás, no décimo capítulo de Hebreus novamente encontramos ao mesmo tempo uma grandiosa promessa quanto uma contundente advertência e que devem ser levadas a sério pelo leitor das Escrituras: “Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; pois em breve, muito em breve ‘Aquele que vem virá, e não demorará. Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele’” (vv.35-38).
Embora Teodoro de Beza (1519-1605), sucessor de João Calvino em Genebra, tenha modificado sem amparo exegético a última parte deste texto de Hebreus em sua tradução, para retirar do texto bíblico a clara possibilidade do justo vir a recuar da fé e não encontrar o prazer do Senhor (Beza como bom calvinista não admitia esta possibilidade) (3), fato é que é exatamente isso que o texto está dizendo: o justo precisa perseverar, mas há a possibilidade de ele, este mesmo justo (o que foi justificado por Cristo!) vir a deixar de perseverar.
A consequência nesse caso já está anunciada pelo próprio Deus: “não me agradarei dele” (NVI) ou “a minha alma não tem prazer nele” (ARC). Como bem destaca José Gonçalves no próprio comentário da Lição, “Não há dúvida de que ele [o autor de Hebreus] acreditava que um cristão genuíno pode decair da graça, senão, não teria sentido algum seu duro tom exortativo”. Aliás, sem véu, sem sombras, sem figuras, o autor de Hebreus diz com clareza, como que sob a luz do sol ao meio dia: “Cuidem que ninguém se exclua da graça de Deus…” (12.15, NVI).
Deus não brinca nem faz advertências inúteis. No caminho para o céu há muitas placas sinalizadoras; ignorá-las ou atenuar o perigo de suas advertências poderá custar um preço caríssimo aos viajantes!

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