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Em 2030 a maioria da população de Israel será ultraortodoxa e nacionalista diz pesquisa
O fato irá afetar a sociedade já que essa população não trabalha e é sustentada pelo Governo
Um estudo da Universidade de Haifa revela que a rápida mudança demográfica condenará a sociedade israelense à pobreza e ameaça sua existência como sociedade ocidental e democrática.
O alarme é dado pelo pesquisador Arnon Soffer que analisou um relatório da evolução dos distintos grupos que convivem no país e concluiu que em 2030 a maioria da população será ultraortodoxa e sionista religiosa.
“Israel está a caminho de se transformar em um Estado religioso, o que ameaça a sua própria existência”, diz o pesquisador.
A tese de Soffer está baseada na questão de como a população israelense vai sobreviver se o número de ortodoxos continuar a crescer, já que eles não trabalham para se dedicar ao estudo da Torá. Para compensar o governo dá a essa população pensões, ajudas sociais, isenções fiscais e benefícios conforme o número de filhos que tem.
Para Soffer essas contribuições criam “uma crescente desigualdade, insatisfação, ressentimento e sensação de asfixia entre os que pagam os impostos”.
A esse impacto na produtividade é somado o fato de que a grande parte deste grupo é de inclinação nacionalista, situação que se vê potencializada pelo maior crescimento entre os sionistas religiosos.
“Por sua forma de vida e suas crenças, ambos os grupos têm muitos filhos e continuarão tendo”, prevê o especialista em declarações à Efe.
Em Jerusalém a maioria das crianças em idade pré-escolar é ultraortodoxa, como revela o pesquisador. “Neste ano, cerca de 40% das crianças nascidas em todo o Estado Israel serão ultraortodoxos e, se a eles acrescentamos os que são sionistas religiosos (uma percentagem similar), o resultado é que os laicos estão desaparecendo”.
A população de Israel é de 7,2 milhões de habitantes sendo 5,6 milhões deles são judeus, 1,2 milhão são árabes de origem palestinas e restante pertencem a minorias. É essa a preocupação de Soffer que se declara laico. “A pergunta é se meus netos viverão aqui dentro de 20 anos. Se não viverem, o capítulo sionista de nossa história terá chegado a seu fim”, alerta.
Ele propõe a educação como uma aposta para o futuro e como garantia de que “a população laica não fugirá do país” dentro de duas décadas. A única receita, em sua visão, é criar um recesso político e educativo que conduza eventualmente à ocidentalização e democratização das juventudes ortodoxas e religiosas.
Fonte: Good Prime
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