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Entidade denuncia morte de quase 2 mil cristãos no mundo

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16 milhões de cristãos fogem de violência na África Subsaariana, diz entidade
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A organização Global Christian Relief, sediada nos Estados Unidos e voltada ao monitoramento da perseguição a cristãos, informou na Lista Vermelha Global de Ajuda aos Cristãos de 2026, divulgada em quinta-feira, 08 de janeiro, que registrou quase 3.000 sequestros ou agressões verificados e 1.972 assassinatos de cristãos ligados à violência religiosa no período de sexta-feira, 01 de novembro de 2023, a sexta-feira, 31 de outubro de 2025.

Os dados foram consolidados com base no Banco de Dados de Incidentes Violentos, mantido pelo Instituto Internacional para a Liberdade Religiosa (IIRF).

A Global Christian Relief apontou a África como epicentro da violência sistêmica, com presença de grupos afiliados ao Estado Islâmico, proteção estatal frágil e baixa responsabilização dos autores. A organização afirmou que a Nigéria apareceu como o país mais letal, com 590 mortes documentadas, seguida por República Democrática do Congo (447), Etiópia (177) e Rússia (167); Moçambique ficou em quinto, com 94 mortes, e liderou em deslocamento forçado por fé, com 13.298 casos confirmados.

A entidade também informou que Ruanda concentrou 7.700 incidentes de intimidação e violência contra igrejas, citando restrições a cultos e fechamentos determinados pelo governo sob alegações de normas de infraestrutura, e apontou China como o país com mais prisões confirmadas, com 709 casos. A Global Christian Relief registrou ainda que o México liderou em sequestros e agressões contra cristãos, com 376 incidentes, e associou a maioria desses episódios à pressão de cartéis sobre pastores e lideranças comunitárias.

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Nos Estados Unidos, a organização disse ter observado mudança de postura sob a administração Trump e citou o discurso do vice-presidente JD Vance na Conferência de Segurança de Munique, em fevereiro do ano passado, como marco de alerta sobre liberdade religiosa no Ocidente. O presidente e CEO Brian Orme afirmou que a perseguição pode ocorrer de modo gradual, por meio de pressões, leis e sistemas que restringem o culto e dificultam que cristãos vivam publicamente como seguidores de Jesus.

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