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Estevam Hernandes apoia uso responsável de IA nas igrejas
O apóstolo Estevam Hernandes afirmou que a Marcha para Jesus mantém uma postura de acolhimento a autoridades de diferentes correntes políticas e reforçou que o evento tem como foco principal a fé cristã e a oração pelo país. Idealizador da mobilização realizada anualmente em São Paulo desde 1993, o líder da Igreja Renascer em Cristo também comentou temas como eleições, inteligência artificial, liberdade religiosa e desafios enfrentados pelas igrejas evangélicas.
Neste ano, a Marcha para Jesus adota o tema “Todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus é o Senhor”. Segundo Hernandes, a mensagem busca incentivar as pessoas a reconhecerem voluntariamente a autoridade de Cristo.
Ao comentar questionamentos sobre a salvação e a conversão cristã, o apóstolo ressaltou que a missão da igreja é anunciar o Evangelho, mas destacou que o destino eterno das pessoas pertence exclusivamente ao julgamento de Deus.
“A salvação é individual, arbitrada por Deus, não por ninguém na Terra”, declarou.
Hernandes também abordou a repercussão da canção “Ah, Jesus”, interpretada pela cantora gospel Julianny Souza. Para ele, a música tem alcançado muitas pessoas por tratar da importância de viver de forma coerente com a fé professada.
Sobre a relação entre os evangélicos e a sociedade, o líder religioso afirmou que não identifica atualmente uma oposição sistemática contra as igrejas. Segundo ele, parte da percepção de perseguição existente entre alguns cristãos está ligada à memória histórica dos primeiros séculos do cristianismo.
“É essa mania que as pessoas às vezes têm de perseguição”, afirmou. Ele observou que a igreja cristã enfrentou perseguições ao longo da história e que esse sentimento ainda permanece presente em parte do meio evangélico.
Questionado sobre recentes controvérsias envolvendo lideranças religiosas, Hernandes avaliou que episódios isolados não devem ser utilizados para representar todo o segmento evangélico. Segundo ele, cada caso precisa ser analisado individualmente e devidamente apurado.
Na área política, o apóstolo reforçou que a Marcha para Jesus não apoia candidaturas específicas e mantém o compromisso de receber autoridades independentemente de posicionamentos partidários.
“Se o presidente for, vai ser recebido como presidente. Governador, prefeito, idem”, afirmou.
Hernandes declarou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria bem recebido caso participasse do evento. Ele lembrou que representantes do governo federal já estiveram presentes em edições anteriores da Marcha e ressaltou que busca estimular um ambiente de respeito durante as celebrações.
Ao comentar o cenário eleitoral para 2026, o líder da Renascer afirmou que considerava ideal uma composição entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Entretanto, reconheceu que as circunstâncias políticas tornam essa possibilidade remota.
Sobre uma eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro, Hernandes disse que considera cedo para definições. Apesar disso, observou que muitos líderes evangélicos podem vir a apoiá-lo futuramente, dependendo da evolução do cenário político.
O apóstolo também comentou a repercussão das conversas entre Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro. Embora tenha afirmado não enxergar problemas na busca por financiamento para projetos audiovisuais, avaliou que a forma como o episódio se tornou público gerou questionamentos.
“Acho que compromete como a coisa aconteceu, como veio a público, e também as explicações”, declarou.
Em outro tema, Hernandes defendeu que cristãos podem torcer pela Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo, desde que isso não se transforme em idolatria.
“Todo mundo deve torcer, todo mundo é brasileiro”, afirmou. Segundo ele, o limite está na adoração excessiva, lembrando que a devoção pertence exclusivamente a Deus.
O líder evangélico também destacou o potencial da inteligência artificial para auxiliar o trabalho das igrejas. Ele afirmou que a tecnologia pode facilitar pesquisas, estudos bíblicos e a preparação de mensagens, desde que seja utilizada com responsabilidade e discernimento espiritual.
“Pode ajudar demais na divulgação do Evangelho”, disse, segundo a Folha.
Por fim, Hernandes comentou debates recentes sobre violência doméstica e abusos dentro de ambientes religiosos. Ele reconheceu que a sociedade ainda enfrenta desafios relacionados ao machismo, mas discordou de generalizações que atribuam omissão sistemática às igrejas.
Segundo o apóstolo, o papel da liderança cristã deve estar fundamentado nos princípios bíblicos de amor, respeito e cuidado mútuo, fortalecendo relacionamentos saudáveis dentro das famílias e das comunidades de fé.
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