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Ex-pastor se declara inocente em processo sobre ex-mulher
O pastor John‑Paul Miller, da Carolina do Sul, declarou-se inocente em um tribunal federal das acusações de perseguição cibernética e de ter prestado declarações falsas a investigadores federais. O caso envolve sua ex-esposa, Mica Miller, que morreu em 2024. As autoridades afirmam que o comportamento investigado teria se estendido por quase dois anos antes da morte dela.
Durante a audiência realizada em Florence, promotores classificaram Miller como risco de fuga. O juiz fixou fiança de US$ 100 mil e impôs medidas cautelares rigorosas: uso de tornozeleira eletrônica, entrega do passaporte, proibição de sair da Carolina do Sul sem autorização, restrições ao consumo de álcool, impedimento de possuir armas de fogo e ordem para manter distância de quaisquer vítimas ou familiares ligados ao processo.
A acusação formal, apresentada em dezembro, sustenta que Miller iniciou a perseguição cibernética por volta de novembro de 2022. Segundo o documento, as ações teriam ocorrido com a intenção de assediar, intimidar e vigiar a vítima. Entre os pontos listados estão o uso — ou ameaça de uso — de imagens íntimas para coagir, a divulgação não consentida de conteúdo privado, a instalação de dispositivos de rastreamento em veículos e interferências em finanças e atividades cotidianas.
Os promotores também acusam o pastor de ter mentido deliberadamente a agentes federais. Em especial, afirmam que ele declarou ter recebido mais ligações da ex-esposa do que fez para ela em março de 2024, quando, na verdade, registros indicariam o oposto. A acusação acrescenta que ele teria afirmado não ter sido instruído pela polícia a interromper contatos, embora haja relato de orientação formal nesse sentido. Há ainda alegação de que Miller negou envolvimento em danos ao veículo da ex-esposa, o que os investigadores dizem ter sido refutado por provas técnicas.
Se condenado, Miller pode enfrentar penas de prisão por perseguição cibernética e por declarações falsas, além de multa, de acordo com o The Christian Post. O processo criminal corre paralelamente a disputas familiares ocorridas antes da morte de Mica Miller. Registros judiciais mostram que ela entrou com pedido de divórcio em outubro de 2023; o caso foi arquivado meses depois. Na sequência, houve petições relacionadas a pensão e manutenção separada, com audiência marcada para junho de 2024.
Poucos dias após a formalização de documentos do divórcio, Mica Miller foi encontrada sem vida em um parque estadual na Carolina do Norte. Em declaração apresentada por uma familiar ao tribunal, foi relatado que Mica estava esperançosa quanto ao futuro após o pedido de divórcio e desejava encerrar definitivamente o relacionamento.
As autoridades seguem com o caso, e a defesa de Miller sustenta sua inocência enquanto as medidas cautelares permanecem em vigor até o andamento das próximas etapas judiciais.
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