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Ex-pastor teria cometido perseguição online à ex-mulher

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Ex-pastor teria cometido perseguição online à ex-mulher
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Um ex-pastor da Carolina do Sul foi indiciado em âmbito federal sob acusação de perseguir a ex-esposa pela internet nos meses que antecederam a morte dela e de mentir a investigadores. John-Paul Miller, de 46 anos, foi denunciado por um júri federal em Columbia e tem audiência marcada para 12 de janeiro de 2026.

O Gabinete do Procurador dos EUA para o Distrito da Carolina do Sul informou que o indiciamento reúne duas acusações federais: perseguição cibernética e declarações falsas a agentes federais. A peça acusa Miller de assédio contra Mica Miller entre novembro de 2022 e 27 de abril de 2024.

Entre as condutas atribuídas a Miller, os promotores citaram a publicação de uma imagem íntima da vítima na internet, a instalação de dispositivos de rastreamento no veículo, interferências na rotina e nas finanças e contatos repetidos, incluindo mais de 50 tentativas em um único dia. A acusação também descreve que, após o episódio, Miller negou ter danificado pneus do carro dela, mas investigadores apontaram a compra de um dispositivo para furar pneus e conversas sobre o veículo com outras pessoas.

A morte de Mica Miller, no Condado de Robeson, na Carolina do Norte, foi classificada como suicídio em maio de 2024, e o casal estava em processo de divórcio. Familiares afirmaram que Miller teve conduta coercitiva e abusiva e atribuíram a ele parte da responsabilidade pelo desfecho.

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No dia seguinte à morte, Miller pregou na Solid Rock Church, em Myrtle Beach, e mencionou o falecimento de forma breve durante o culto, que foi transmitido pela internet e depois retirado do ar. Ele disse à congregação que havia recebido uma ligação na noite anterior informando sobre a morte e comunicou que o funeral ocorreria no domingo seguinte.

Após o caso, ex-membros da igreja e moradores passaram a protestar em frente à Solid Rock Church pedindo investigação. Em junho de 2024, um membro da igreja, Robert W. Lochel, foi acusado de cinco crimes de agressão de terceiro grau após usar um aspersor pressurizado para molhar manifestantes. Em julho de 2024, Miller e a família de Mica informaram que chegaram a um acordo privado e pediram que os protestos fossem interrompidos.

Em novembro de 2024, agentes do FBI cumpriram mandado de busca na residência de Miller em Myrtle Beach. Poucos dias depois, ele foi acusado de agredir um manifestante em frente à própria casa. Ainda naquele mês, Miller solicitou licença comercial para um novo empreendimento chamado Living Water Church, registrado no mesmo endereço da Solid Rock Church. Em fevereiro de 2025, ele vendeu a propriedade da igreja a um incorporador privado por US$ 2,1 milhões.

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Miller também enfrenta dois processos civis movidos por mulheres que afirmam ter sofrido abuso sexual quando eram menores de idade. Em uma ação protocolada no Condado de Horry em fevereiro de 2025, uma autora identificada como Jane Doe relatou abuso em 1998, quando tinha 15 anos, e voltou a acusá-lo de novo episódio em 2023. Oito dias depois, uma segunda autora, identificada como Jane Doe 2, afirmou que foi agredida quando tinha 14 anos e ele 19, e disse que o pai dele a impediu de levar a denúncia adiante. Miller negou as acusações e ingressou com ação contra Doe 2.

Em junho de 2025, Miller se casou com a terceira esposa, Suzie Skinner. O texto também registra que os dois cônjuges anteriores de Skinner e Miller morreram em circunstâncias descritas como incomuns, incluindo o caso do marido de Skinner, Chris, cuja morte por afogamento foi tratada como acidente.

O portal The Roys Report informou que a primeira esposa de Miller, Alison Williams, declarou em depoimento que Chris Skinner teria advertido Miller para se afastar da família duas semanas antes de sua morte. Williams também o acusou de infidelidade repetida durante o casamento.

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Miller liderava a Solid Rock Church desde 2017. A reportagem também registra que Mica Miller tinha diagnóstico de transtorno bipolar e já havia falado publicamente sobre dificuldades de saúde mental.

Pelas acusações federais, Miller pode enfrentar até cinco anos de prisão por perseguição cibernética e até dois anos por declarações falsas, além de multa de até US$ 250 mil, conforme a tipificação apresentada no caso.

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